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Abranet:"Provedores apostaram certo em migrar rádio para fibra"
Por: Roberta Prescott - 06/12/2017

Os provedores de internet têm registrado crescimento e ele vem principalmente impulsionado pela implantação de redes de fibra ótica. “A mudança do rádio para fibra foi um grande benefício tanto para o provedor quanto para o usuário final, em banda e na qualidade do serviço”, destacou Eduardo Parajo, presidente da Abranet, em painel na 7ª Semana da infraestrutura da internet no Brasil. “O acesso ainda não está na casa, mas as pessoas vão precisar ter a conexão fixa na casa para suportar demanda, porque a conexão pelo celular não vai suportar.” 

Parajo ressaltou que uma das maiores preocupações dos provedores é a barreira para investir capital para investir, uma vez que a obtenção de linhas de financiamento atraentes para este porte de empresa ainda são escassas ou com juros muito altos. Como exemplo do custo, Parajo explicou que o retorno para a ativação de um novo cliente leva entre sete e dez meses. Outro desafio apontado por ele é a questão rural, um mercado que ainda é desassistido, mas economicamente muito forte. “Temos de lembrar que o agronegócio salvou o PIB deste ano”, destacou.  

Anda há muitos espaços a serem preenchidos por provedores de internet para levar o acesso banda larga no Brasil. Conforme apontou Alexandre Barbosa, do CETIC.br, a penetração da banda larga ainda é muito desigual, com disparidades enormes entre as áreas rural e urbana e entre classes sociais. “Os provedores regionais desempenham um papel muito relevante para o desenvolvimento da internet no País. Há oportunidades de negócios principalmente nas zonas mais afastadas dos grandes centros urbanos, que apresenta baixa atratividade para os grandes provedores”, destacou.

Entre as oportunidades, Barbosa apontou a nova política de educação conectada que tem, entre os objetivos, em o objetivo de universalizar o acesso à internet de alta velocidade nas escolas. O programa foi lançado em 23 de novembro e é uma parceria do Ministério da Educação (MEC) com o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC).       

De acordo com o governo, na fase de indução da ação, até o fim de 2018, o MEC deve investir R$ 271 milhões. Desse montante, R$ 255,5 milhões serão para melhoria da infraestrutura e conexão das escolas, o que inclui a ampliação da rede terrestre de banda larga, serviços de conectividade, infraestrutura de Wi-Fi, compra de dispositivos e aquisição de um satélite que vai levar internet de no mínimo 10 Mb a escolas da zona rural, locais em que a estrutura terrestre não é viável ou é dispendiosa. O satélite de monitoramento, orçado em R$ 120 milhões, a serem pagos com recursos do MEC, será contratado em parceria com o MCTIC.

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