Publicada em: 08/06/2020 às 09:06
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Adoção de nuvem híbrida ganha força no pós-Covid
Roberta Prescott

A adoção de nuvem híbrida é a tendência de adoção mais importante na América Latina na era pós-Covid-19, principalmente, em se tratando de cargas de trabalho críticas, apontou a IDC, em sua terceira apresentação mensal sobre o impacto da pandemia na indústria de TIC na América Latina. No webinar, Luciano Ramos, gerente de pesquisa e consultoria para os mercados corporativos na IDC, destacou que se espera que modelos de consumo flexíveis baseados em Opex aumentem em adoção durante a crise. 

No entanto, alguns clientes podem optar por encerrar alguns contratos Opex e transferir as cargas de trabalho de volta para suas próprias infraestruturas, se tiverem a capacidade disponível para fazê-lo.

O estudo apontou ainda que os investimentos se concentraram em garantir a continuidade dos negócios no curto prazo e em acelerar iniciativas de transformação digital no médio prazo. Isso poderia gerar gastos em infraestrutura nova e mais resiliente e na modernização do data center, incluindo flash storage e infraestrutura hiperconvergente para aprimorar os recursos da nuvem e suportar cargas de trabalho críticas. “As empresas começam a olhar a movimento de recuperação para a saída do vale da curva em U da crise e isto pode gerar gastos para modernizar a infraestrutura, deixá-la mais resiliente”, assinalou Luciano Ramos.  

A pandemia da Covid-19 acelerará transformações permanentes nas organizações, tais como a inserção de nossos modelos operacionais ativados digitalmente para levar em conta mais automação e soluções sem contato; a adição ou expansão do modelo de trabalho em casa na política de RH; inclusão de mais canais digitais e autoatendimento no engajamento com clientes; diversificação da cadeia de suprimentos; e reformulação do plano ou estrutura de continuidade de negócios e recuperação de desastres. 

“Esses pontos nos levam a entender quais ações serão mantidas permanentemente após a Covid e sem dúvida dois pontos principais são: os modelos operacionais ativados digitalmente e o trabalho remoto”, destacou Ramos. 

Após a disseminação da Covid-19, outro impacto imediato está na segurança da rede, especificamente nas soluções destinadas a fornecer conexões e acesso seguros, apontou a IDC. As demandas, segundo a consultoria, envolvem VPNs e NACs, a maioria entregue via licenciamento de software ou licenças adicionais vendidas e implantadas na infraestrutura de firewall/UTM existente.

A explicação é que as organizações que aumentam seu consumo na nuvem provavelmente também exigirão soluções de segurança baseadas na nuvem, que seriam menos complexas para implantar e integrar, facilitando a conformidade com a distância social entre profissionais de segurança cibernética e equipe de TI. Outro aspecto é o trabalho remoto, que deve ser incluído nos planos de continuidade de negócios no contexto atual levando em consideração a questão da segurança.  

A IDC também destacou que há novas oportunidades de receita para empresas de telecomunicações na América Latina para a oferta de UCaaS, gestão multicloud, segurança, SD-WAN e conteúdo de vídeo. 


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