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Amadurecimento da nuvem pede serviços gerenciados e modernização de aplicações
Por: Roberta Prescott - 06/02/2020

Computação em nuvem puxará os investimentos em TI em 2020. A previsão da IDC é que o mercado brasileiro de tecnologia da informação aumente 5,8%, impulsionado pela nuvem e pela aceleração do mercado de software. No geral, a consultoria prevê para 2020 um crescimento do setor de tecnologia da informação e comunicação de 4,9%, mesmo porcentual que a consultoria projetou para o ano de 2019. O setor que mais crescerá será o da TI empresarial (ou seja, excluindo-se o mercado para consumidor final) com projeção de aumento de 7,6%.

A nuvem pública tem sido o centro das discussões, pontuou Luciano Ramos, gerente de pesquisa e consultoria de software e serviços da IDC Brasil, em apresentação das previsões da IDC para a imprensa. Atualmente, mais de dois terços das companhias têm algum tipo de iniciativa em nuvem pública. Além de infraestrutura como serviço (IaaS), já consolidado como modelo de infraestrutura flexível e escalável, a IDC aponta plataforma como serviço (PaaS) ganhando relevância e com maior adoção. Contudo, ainda se trata de um mercado concentrado, com os cinco principais provedores de PaaS somando hoje mais de 65% de market share.

Já as nuvens privadas estão focadas para atender à necessidades específicas de modernização e controle. Em grandes empresas, a IDC idêntica até 25% do orçamento externo de TI voltado para modelos de nuvem privada. Assim, genericamente falando, as empresas têm olhado para ambos os modelos, aplicando nuvem pública ou nuvem privada segundo as necessidades, com as empresas de pequeno e médio portes tendendo a apoiarem-se mais fortemente em nuvem pública, ainda que de forma integrada a seus legados de TI.

Traduzindo em números, a IDC projeta que o mercado de nuvem pública no Brasil alcance US$ 3,5 bilhões em 2020, o que representa um crescimento de 36,6% sobre o ano anterior. A nuvem privada continuará em ascensão e atingir US$ 1,3 bilhão neste ano – impulsionado principalmente por empresas de grande porte e pela vertical de finanças.

Serviços gerenciados

O avanço acelerado para a nuvem e mescla de ambientes criaram dificuldades de gestão. “A necessidade de se gerenciar as nuvens, otimizando o consumo de recursos e mantendo níveis de disponibilidade, precisou ser endereçada. E isto foi motivador para contratação de serviços gerenciados para a nuvem”, explicou Ramos, ao falar sobre o mercado que nasce de nuvem gerenciada. 

A IDC aponta que mais de 80% das empresas consideram que esses temas são motivadores importantes para contratação de serviços gerenciados para nuvem. A utilização de múltiplas nuvens também corrobora com a necessidade de maior controle sobre os recursos e, atualmente, das organizações que utilizam IaaS em nuvem pública, cerca de 41% fazem uso de mais de um provedor.

De acordo com a IDC, as ofertas de serviços gerenciados para nuvem proliferam, tanto de provedores tradicionais como de novos players, e as empresas já estão prevendo esse gasto em seus orçamentos. A perspectiva, aponta a IDC, é de ampliação para os próximos anos, acompanhando o crescimento de computação em nuvem.

A estimativa da IDC para 2020 é que os serviços gerenciados voltados para ambientes de nuvem totalizem R$ 1,2 bilhão, o que representa um crescimento de quase 40% contra o ano anterior. O total é oriundo da conversão de serviços focado em ambientes tradicionais para ambientes de nuvem.

Modernização de aplicações

Outra consequência do amadurecimento da computação em nuvem é a necessidade de modernização das aplicações. As empresas estão começando a entender que apenas levar os workloads como estão para a nuvem não é suficiente. Atualmente, somente 27% das aplicações proprietárias estão modernizadas em arquiteturas cloud-enabled. Estudos da IDC mostram que containers é a abordagem preferida para a modernização. 

Contudo, destacou Ramos, além do investimento necessário para modernizar, a familiaridade com a tecnologia ainda é uma barreira, com pouco mais de um terço das empresas tendo algum nível de familiaridade com containers. “A necessidade de modernização alavanca a discussão de como transformar o ambiente”, disse Luciano Ramos, gerente de pesquisa e consultoria de software e serviços da IDC Brasil. Ele explicou que as áreas de negócio terão participação essencial neste processo e ressaltou que é neste ponto em que, por vezes, processos também são redesenhados e modernizados. 

A IDC prevê que, em 2020, haverá aceleração de PaaS, que deverá crescer 46% e alcançar US$ 678 milhões no Brasil, com efeito se estendendo ao longo de 2021 e 2022. O uso de containers em aplicações críticas sairá de 18% em 2018 para 26% já em 2020, com perspectiva de atingir 42% das aplicações em 2022.

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