Publicada em: 23/01/2019 às 09:10
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America Net admite risco, mas diz que WiFi Livre SP é uma oportunidade de negócio
Roberta Prescott

A America Net, associada da Abranet, firmou parceria com a prefeitura de São Paulo e vai expandir seus pontos de acesso à internet sem fio na capital de São Paulo. A operadora, que antes atuava em 60 praças, passará a ter 619 pontos e investirá R$ 20 milhões para a construção de infraestrutura.

Em entrevista à Abranet, José Luiz Pelosini, vice-presidente da America Net, explicou que o novo modelo do programa WiFi Livre SP mudou a forma de contratação e que, em vez da prefeitura fazer a contratação do serviços, com pagamento mensal pelo serviços de Wi-Fi, as empresas credenciadas prestarão serviços sem ônus para a prefeitura, mas poderão vender espaços publicitários, por exemplo, fazendo com que o usuário tenha de assistir a um vídeo ou ver um anúncio antes de navegar. “Estamos buscando parceiro para fazer a parte de monetização. Não é nosso negócio vender anúncio, por isto, vamos contratar empresa para comercializar os pontos”, explicou.  

Dos 619 pontos, metade será em localidades obrigatórias, o que obriga a America Net a entregar a infraestrutura em até um ano após a assinatura do contrato — os pontos opcionais precisam ter o acesso em até dois anos. Pelo programa, outras empresas podem ser credenciar para ofertar internet sem fio nos mesmos locais, no entanto, o VP acredita que dificilmente isto ocorrerá. “Legalmente é possível ter outros players, mas economicamente não seria viável para eles, já que estaremos operando”, afirmou.

O VP calcula que o tempo de amortização do investimento de R$ 20 milhões será de cinco anos. “Existe expectativa de retorno e de lucro”, disse, sem revelar números. Pelosini avalia que o alto investimento é de risco, mas se mostrou entusiasmado com o retorno que a empresa terá, principalmente, de exposição de marca e de as pessoas passarem a conhecer a qualidade do serviço da operadora.

Questionado sobre o que motivou a America Net a se credenciar para todos os pontos, Pelosini explicou que o projeto tem tudo a ver com o DNA da empresa, que atualmente oferece serviços de telefonia fixa e móvel, serviços de dados e links MPLS com cobertura em sete Estados mais o Distrito Federal, chegando a 250 cidades.

Hoje, a operadora tem pouco mais de 16 mil quilômetros de rede ótica. “O principal business é a venda de soluções sob medida para empresas de todos os portes. De alguns anos para cá, projeto que vem se desenvolvendo bem no varejo, atendendo a residências e pequenos comércios com banda larga, telefonia fixa e móvel, enfim, todo leque de soluções de operadora de telecom”, disse. A America Net opera na telefonia móvel no modelo de MVNO usando a rede da TIM.

Crescimento

A empresa não abre faturamento, mas Pelosini adiantou que houve crescimento de mais de 20% em 2018 em relação a 2017 e que a expectativa para 2019 é seguir em alta. “Hoje temos mais de 50 mil assinantes no mercado de banda larga. Nossa expectativa é, que com este projeto que vem evoluindo, nos próximos três anos consigamos cabear cem cidades para chegar com oferta de banda larga fixa no Estado de São Paulo”, explicou.

Chegar a cem cidades seria um enorme salto em comparação às dez cidades nas quais a operadora tem presença atualmente. Em 2019, a meta é expandir a rede para mais seis cidades. “Estamos trabalhando agora para viabilizar fortemente o projeto de crescimento rápido para em três anos estar em cem cidades”, reforçou. Segundo o VP, a expansão não se dará por meio de fusão ou aquisição de outras empresas. “A discussão atual é como conseguimos dar este salto, qual vai ser a fórmula.”


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