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Anatel define se dará 1,2 GHz da faixa de 6 GHz para serviços não licenciados
Por: Roberta Prescott - 30/07/2020

A possibilidade dos equipamentos Wi-Fi 6 e Wi-Fi 6E usarem as faixas de frequência de 5,925 GHz a 7,125 GHz está em análise pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e até o fim deste ano ou início de 2021 deve sair uma resolução sobre se a banda será para uso não-licenciado ou misto.  A decisão é relevante porque mais à frente será possível oferecer 5G não licenciado, tecnologia em discussão na UIT e que deverá se tornar uma realidade em 2023.

O superintendente de outorgas e recursos à prestação da Anatel, Vinicius Caram, lembrou, ao participar do e-Fórum Wi-Fi 6, webinar promovido pelo Convergência Digital e pela Network Eventos, nesta quinta-feira 30/07, que o Wi-Fi tem forte relevância atualmente, principalmente, para escoar tráfego de dados móveis. Segundo ele, com a demanda por consumo de dados móveis crescendo, o offload, que já representa 50%, pode chegar a 70%.   

A Anatel decidirá se toda a faixa de 6GHz será para radiação restrita, ou seja, uso não-licenciado, ou se parte, algo como 500 MHz, será destinada para uso licenciado, um pleito das operadoras.  “Fizemos um benchmarking intenso. A área técnica já subiu proposta para o conselho diretor para a faixa ser não licenciada. Mas a decisão é dos conselheiros”, disse.  

Questionado se Wi-Fi 6 estará disponível neste ano, Caram afirmou que a tecnologia já pode ser usada nas faixas de 2,4 GHz e 5 GHz - como as teles estão usando o DSS para fazer 5G em 4G -  mas o uso da faixa de 6GHz, que dará um outro dimensionamento para o Wi-Fi 6 e abre para o Wi-Fi 6E, está condicionado a palavra final da Anatel.

“O processo está no conselho diretor e leva em média de 90 a 120 dias para avaliação e possível deliberação. Depois, ao voltar para área técnica, vai para consulta pública por 60 dias. Com isso, voltam-se as considerações para a publicação do ato para Wi-Fi 6E. A expectativa é ter tudo aprovado até o fim do ano; disponibilizar Wi-Fi 6E para o Natal ou começo do ano que vem”, detalhou o superintendente. 

Ficando a faixa de 5,925 GHz a 7,125 GHz para radiação restrita, a Anatel atua apenas quando e se houver interferência. “Estamos restringindo ao uso indoor e conexão de curta distância sem interferir nos outros serviços na faixa — serviços fixos, fixos por satélite e SARC, em 6,4 GHz, 6,5 GHz e 6,7 GHz”, disse.  

Agora, o que está em jogo é se a Anatel vai deixar uma banda de 1,2GHz do espectro para uso não-licenciado ou se conselho diretor vai fazer reserva técnica de 500 MHz, atendendo ao pleito das operadoras de telecomunicações. “Estamos tentamos conciliar os interesses de garantir espectro para todo o setor, tanto para radiação restrita como para IMT”, apontou. Segundo Caram, o Brasil, no tema de Wi-Fi 6, está acompanhando as discussões mundiais. “Estamos no estado da arte para fazer lançamento junto com os demais países.

Veja abaixo a íntegra do evento.

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