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Aplicações de missão crítica migram para a nuvem e exigem latência menor
Por: Roberta Prescott - 27/08/2019

Cada vez mais, workloads sofisticados e complexos estão indo para a nuvem, apontou o gerente-geral da IBM no Brasil, Tonny Martins, acrescentando que o novo grande volume para ser migrado para cloud são as aplicações de missão crítica. “Isto vai exigir ambientes múltiplos, ou seja, multicloud; ambientes híbridos e interconectados, abertos para conectar todo o ecossistema; gerenciados e seguros”, disse Martins, em coletiva de imprensa no IBM Think Summit Brasil.

“A nuvem acelera a transformação digital, mas, apesar de tudo que está acontecendo na nuvem, apenas 20% das cargas de trabalho das empresas moveram-se para nuvem”, disse David Farrell, gerente-geral da IBM Cloud. No entanto, a perspectiva da IBM é que, à medida que as companhias na América Latina e no mundo caminham para o próximo capítulo de sua reinvenção digital, 80% de suas cargas de trabalho de missão crítica, como, por exemplo, cadeias de suprimento e sistemas bancários, ainda precisam ser movidas para a nuvem.

Para isto, aponta a companhia, as organizações precisam integrar infraestrutura local (on-premises), nuvens privadas e públicas para implementar uma estratégia de nuvem híbrida; e com garantia de uma arquitetura otimizada para que as aplicações possam ser executadas de maneira eficiente em cada um desses ambientes (público, privado e local). 

A IBM usou seu evento no Brasil para anunciar que inaugurará, no segundo semestre de 2020, a primeira região de IBM Cloud (Multizone Region) na América Latina. Será a sétima infraestrutura do tipo da multinacional. A nova região de IBM Cloud vai ofertar um conjunto de serviços de nuvem pública IBM, desde infraestrutura até serviços de plataforma, como inteligência artificial (IA). De acordo com a empresa, ela ajudará a ampliar localmente os recursos de recuperação de desastres, interconectando três zonas de disponibilidade distintas — cada uma delas contendo refrigeração, rede e energia independentes — dentro da mesma região.

“A Multizone Region representa investimentos importantes da IBM para expandir capacidade, infraestrutura com mais resiliência, segurança da nossa cloud”, afirmou o gerente-geral, sem abrir números. Marcelo Braga, vice-presidente de Watson e cloud da IBM Brasil, explicou que a IBM vai expandir seu datacenter atual localizado em Jundiaí, interior de São Paulo, e que está fechando a contratação de mais um datacenter. “Tem de ser próximo [aos atuais] para garantir a baixa latência; distante 10 a 40 quilômetro”, disse.   

Os investimentos da IBM visam ao aumento de capacidade e à consolidação das iniciativas cloud, com objetivo de acrescentar capacidades e funcionalidades tecnológicas para aumentar a resiliência e segurança. A IBM Cloud Multizone Region vai atender, além do Brasil, os demais países da América do Sul. Até agora, a companhia possui datacenters no Brasil e no México. Antes da consolidação, os serviços oferecidos pela IBM eram prestados desde datacenter fora do Brasil. A estimativa é que a concentração no Brasil reduza a latência de 10 milissegundos para de 10 a 20 milissegundos.  

Tanto nas apresentações dos keynotes, como na coletiva de imprensa, os executivos da IBM ressaltaram que o novo movimento na direção da nuvem pede cinco atributos principais: múltiplos provedores; nuvem híbrida; que seja aberta para diminuir o lock in de fornecedores; gerenciada e segura. “O mercado de cloud amadureceu nos últimos anos. Tivemos uma primeira fase de mover cargas e migrar aplicações com objetivo de redução de custos e agora vemos demandas mais sofisticadas com os clientes querendo mais plataformas abertas e não ter lock in dos fornecedores; buscam ter plataformas abertas de modo que os clientes possam movimentar suas cargas entre as nuvens”, detalhou Braga.  

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