Publicada em: 31/10/2017 às 15:45
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Após leilão de capacidade satelital deserto, Governo e Telebras tentam um plano B
Por Luis Osvaldo Grossmann*

O preço mínimo para o leilão do satélite, até aqui não divulgado, teria sido um obstáculo à disputa pela capacidade da banda Ka e fator importante para o fracasso do leilão desta terça-feira, 31/10. Segundo o ministro de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab, a conta foi feita para cobrir as despesas, de aproximadamente R$ 2,7 bilhões.

“Não pode abrir mão do preço mínimo, porque ele define o interesse público. O interesse público não comporta preços incompatíveis com os investimentos. Então vemos com naturalidade, já discutimos essa possibilidade. Já foi desenhado o ‘plano B’ e o ‘plano C’. Não haverá nenhum problema. Há um plano de negócios alternativo”, afirmou Kassab.

Até aqui, no entanto, nem sinal do ‘plano B’ da estatal, que dirá do ‘C’. Ao contrário, a Telebras já divulgou uma nota e um comunicado ao mercado, mas nenhum dos avisos vai além da confiança da estatal que tudo ficará bem, inclusive as metas de massificação do acesso à internet.

“A companhia reitera sua confiança em atingir os objetivos comerciais do plano de utilização da banda Ka do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (“SGDC”), que se destina a massificar o acesso à internet em banda larga no país. Todas as medidas para a manutenção do cronograma dos projetos e atividades comerciais relacionados ao SGDC serão adotadas”, diz o comunicado assinado pelo presidente da empresa, Maximiliano Martinhão.

*Especial para o site da Abranet


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