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Aumento da coleta de dados cria demanda por empresas de análise
Por: Roberta Prescott - 27/01/2017

O aumento do volume de dados armazenados pelas empresas, principalmente com a maior adoção de projetos de internet das coisas que automatizam a coleta, está fazendo emergir no mercado um novo perfil de empresa. Batizadas de companhias de dados (data companies), elas ganham espaço em um cenário no qual as corporações precisam transformar os dados recolhidos em informações, conforme explicou a IDC Brasil, em coletiva de imprensa para anunciar suas projeções para o mercado de TIC para 2017 (leia mais aqui).

“A IoT coleta os dados, mas é preciso tirar resultados deles. É aí que surgem estas novas empresas, as data companies, para gerar valor ao negócio e monetizar os dados”, disse Pietro Delai, gerente de pesquisa e consultoria para infraestrutura e telecom da IDC. Para ele, os sistemas e as soluções existentes no mercado são suficientes para permitir que estas companhias criem modelos de negócios inovadores.  

Uma das barreiras, contudo, é a escassez de profissionais que sejam cientistas de dados e, do lado das corporações, a falta de preparação e entendimento para discutir o uso dos dados e desenhar soluções. “Existem oportunidades para o desenvolvimento nos dois lados, empresa e profissional”, ressaltou Delai.

O mercado de software de análise deve crescer 4,8%, movimentando US$ 848 milhões em 2017 no Brasil, segundo dados apresentados pela IDC. Uma mudança identificada pela consultoria é que as empresas estão buscando investir em ferramentas de análise que adicionem inteligência e insights aos processos de negócios.

As tecnologias cognitiva e de inteligência artificial (AI, na sigla em inglês) também ganham mercado em 2017. “Elas estão à frente da mudança das fontes de trabalho nas organizações até 2020”, destacou Luciano Ramos, gerente de pesquisa e consultoria para software e serviços da IDC. Entre os exemplos está o suporte a processos de relacionamento com o cliente, como atendimento inteligente, respostas automatizadas e chatbots, e a tomada de decisão. A expectativa é que, nos próximos três anos, o mercado quintuplique os investimentos nestas tecnologias, que ainda estão em fase inicial.   

Também em fase inicial, o uso de realidade aumentada (AR, na sigla em inglês) e realidade virtual (VR, na sigla em inglês) deve ganhar mais espaço em 2017 no br. A IDC estima que o mercado brasileiro dobre, ultrapassando a barreira dos 100 mil produtos vendidos. De acordo com Reinaldo Sakis, gerente de pesquisa e consultoria para mercado consumidor da IDC, uma em cada dez das maiores empresas voltadas para o consumidor experimentará AR ou VR como parte de seus esforços de marketing neste ano. 

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