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Brasil puxa e América Latina registra 33 ataques de malware por segundo
Por: Da Redação da Abranet - 11/09/2017

Dados da Kaspersky Lab revelaram que os usuários da América Latina receberam um total de 677.216.773 ataques de malware nos primeiros oito meses do ano (1º de janeiro a 31 de agosto). Esse valor é muito superior aos 398 milhões registrados no mesmo período em 2016, representando aumento de 59%. Para colocá-lo em contexto: a cada hora, os usuários na América Latina estão sujeitos a 117.572 ataques de malware -33 por segundo.

De acordo com o estudo, os usuários no Brasil, no México e na Colômbia registraram o maior número de ataques de malware até o momento em 2017. Em termos per capita, o Brasil é o  mais perigoso da América Latina –os ataques na rede afetaram 30% dos usuários. A seguir, Honduras (23,5%), Panamá (22,6%), Guatemala (21,6%) e Chile (20,6%). O Brasil também lidera os países latino-americanos em termos de hospedagem de sites mal-intencionados - 84% dos hosts localizados na América Latina utilizados em ataques a usuários em todo o mundo estão no país.
 
Os dados foram divulgados durante a 7ª Cúpula Latino Americana de Analistas de Segurança da Kaspersky Lab, que está sendo realizada em Buenos Aires, Argentina, onde a empresa apresentou sua pesquisa sobre as últimas ameaças na região. Usando o serviço baseado em nuvem Kaspersky Security Network como a principal fonte de informações, analistas de segurança estudaram detecções de malware e spam de 1º de janeiro a 31 de agosto de 2017. Os resultados mostram que a região teve uma quantidade considerável de ameaças cibernéticas, muitas das quais foram direcionadas ao roubo de dinheiro.

De acordo com o estudo, a grande maioria desses ataques foi offline - detectada e bloqueada no disco rígido dos usuários. A infecção pode ter ocorrido através de unidades flash USB, redes ou outros meios. No entanto, se falamos de ataques via Internet, a maioria foi pela Web (85%), enquanto 15% por e-mail. O e-mail é um importante vetor no cibercrime para disseminar trojans bancários. Além disso, entre os Top 20, destaque para a família  Trojan.PDF.Phish, difundida por documentos PDF criados para assemelhar-se aos originais e nos quais a vítima é notificada de supostas multas ou benefícios .

Em relação aos ataques registrados em computadores, 40% correspondem ao uso de software pirateado. De acordo com o último relatório da Software Business Alliance, mais de metade (55%) dos programas e licenças usados na América Latina hoje são ilegais. Além disso, se considerarmos que muitos gerentes de TI desconhecem o alcance do software implementado em seus sistemas ou não sabem se é legítimo, revelou o mesmo relatório, o problema é ainda mais grave.

MOBILE MALWARE

Um dos maiores riscos de segurança para a região são as ameaças móveis. Durante os primeiros oito meses do ano, a Kaspersky Lab relatou 931.945 ataques de diferentes tipos de ameaças, como Adware, malware ou tentativas de inserir links da Web maliciosos para usuários Android ou iOS. É importante notar que a grande maioria das ameaças detectadas foi projetada para infectar dispositivos que funcionam na plataforma Android.

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