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Capacitação de mão de obra é o maior entrave para IoT no Brasil
Por: Roberta Prescott - 11/10/2017

Mão de obra capacitada e qualificada deve ser um entrave para maior adoção de internet das coisas, na visão de Rodrigo Parreira, CEO da Logicalis América Latina. Em entrevista coletiva na Futurecom 2017, Parreira afirmou que, atualmente, temos limitação na América Latina de pessoas capacitadas e isto configura uma barreira de entrada. Por outro lado, o estudo IoT Snapshot 2017, da Logicalis, apontou que 71% das empresas entrevistadas disseram acreditar que IoT atingirá um nível de relevância para os negócios alto ou muito alto nos próximos três a cinco anos, um porcentual maior que os 62% registrados na edição de 2016 do estudo.

De acordo com o estudo, 68% das empresas disseram que investirão mais em IoT em 2017, se comparado a 2016. Para 37% dos entrevistados,  IoT já é importante ou muito importante para os negócios, um aumento significativo frente aos 27% da primeira edição do estudo. Atualmente, 18% dos entrevistados já adotam e 19% estão em processo de adoção de soluções de IoT. Para 2018, 28% dos respondentes já tem planos concretos de adoção de IoT.

Para Logicalis, o potencial de mercado das soluções de internet das coisas no Brasil está claro, sendo IoT hoje um assunto estratégico para grande parte das organizações e os benefícios esperados estão cada vez mais ligados à tomada de decisões e à transformação dos modelos de negócios. Os principais benefícios esperados a partir da adoção de internet das coisas são aumento de inteligência e suporte à tomada de decisão, seguido por novas fontes de receita e por melhoria na experiência do consumidor. No ano passado, as empresas buscavam produtividade, eficiência operacional e redução de custos.

O estudo deste ano apontou para aumento da maturidade do mercado. De acordo com a Logicalis, isto fica evidente quando se pergunta sobre a complexidade das soluções. Em 2016, os respondentes relacionavam a projetos de IoT apenas sensores, rede e analytics. Neste ano, já se nota a inclusão de uma plataforma de IoT, uma camada de inteligência artificial e/ou aprendizado de máquina (machine learning) e o aumento da importância da segurança.

No quesito investimentos, houve aumento em 2017, acompanhando o amadurecimento das empresas em relação ao tema. Apenas 25% dos entrevistados afirmaram que não possuem orçamento dedicado a IoT, contra 47% na edição passada. Entre os que já têm,  35% afirma ser um investimento inicial e 33% garante que o valor dedicado a esse tipo de projeto é maior do que no ano passado.

Além da mão de obra, outra dificuldade das companhias para adoção de IoT é a dificuldade de se chegar a uma justificativa financeira (ROI) e uma argumentação sólida capaz de quebrar resistências culturais. Além disto, ainda carece uma definição de padrões. Parreira acredita na predominância do LoRa. “LoRa começa a ganhar peso, mas não há ainda definição clara de qual padrão vai se impor”, disse.

Os setores de utilities e agronegócio despontam como os mais avançados na adoção de IoT - 45% e 30% dos entrevistados, respectivamente, já possuem projetos segundo o estudo. No segmento de agronegócio, 56% das iniciativas se dão por decisão estratégica em vez da comprovação de ROI, sendo a única vertical que pende para a inovação.

Já o segmento de manufatura, apesar do alto potencial de resultados, é o mais conservador em relação à IoT: apenas 12% já adotam a tecnologia. Isto se deve à falta de garantia de retorno antes de investir: apenas 31% da indústria adota IoT se não tiver garantia de retorno. Esse, inclusive, é um dos principais desafios para adoção da tecnologia em todos os segmentos.

Foram realizadas 176 entrevistas, sendo 160 quantitativas e 16 entrevistas qualitativas. Das empresas participantes, 37% faturam acima de R$ 500 milhões. 

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