Publicada em: 03/10/2017 às 15:01
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FUTURENET 2017: ISPs ganharam importância e relevância nos últimos cinco anos
Roberta Prescott

Para Vanderlei Rigatieri Jr., da WDC Networks, os provedores de internet aumentaram sua importância e relevância no mercado entre 2012 e 2017. O executivo lembrou os presentes no Futurenet, evento realizado pela Abranet durante o Futurecom 2017, sobre como os ISPs sentiram-se ameaçados pelos combos e a TV paga e destacou que no cenário atual os ISPs despontam como protagonista na oferta da ultrabanda larga regional.

Houve, segundo Rigatieri, uma reviravolta no mercado entre 2012 e 2017, com a Oi se enfraquecendo e os ISPs ganhando espaço. “A Oi quebrada está dando um espaço enorme para os provedores de internet do Norte e Nordeste”, enfatizou.

Ele ressaltou o aumento da implantação de redes de fibra ótica por parte dos provedores de internet e falou que a substituição dos equipamentos de rádios por fibra deve acontecer como reflexo da evolução tecnológica. “Quando, em 2012, falava-se que o futuro seria FTTH, escutei que seria impossível para provedor de internet ter fibra ótica”, lembrou, completando que hoje quem puxa o crescimento da fibra ótica são justamente os ISPs.  

“Há mais oportunidades para os ISPs. Existe, segundo o Ipea, uma demanda de 50 milhões de domicílios que não têm nenhum tipo de banda larga fixa chegando até eles. O Brasil tem muito espaço para crescimento, para atender com rede de banda larga”, destacou.

Olhando para o futuro, Rigatieri ressaltou que ainda será necessário construir muita rede não apenas para atender à demanda de quem ainda não tem conexão banda larga, como também por causa das perspectivas de crescimento da computação em nuvem, big data e IoT.

“O País é muito grande e regionalizado. Acredito muito que mini datacenters vão ter muita demanda, mas o provedor de internet terá de entregar serviços de qualidade”, acrescentou. “Sinto que os provedores de internet são ‘monotask’, mas talvez seja o momento de ser ‘multitask’ e entender o seu nicho dentro da região. Construir rede ainda é bom negócio, mas o futuro não será somente rede. Tem de achar uma aplicação”, resumiu.  


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