Publicada em: 03/10/2017 às 18:10
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FUTURENET 2017: Laboratório de inteligência espectral consegue assumir controle de drones
Roberta Prescott

Com a conexão sem fio sendo o elo entre diversas aplicações, de internet das coisas e aplicativos a drones, fomentar a segurança e a inteligência espectral torna-se fundamentais. Em parceria com a Unicamp, a Neger Telecom criou o laboratório de inteligência espectral. É o primeiro laboratório brasileiro dedicado a drones, contramedidas e segurança espectral, segundo explicou Eduardo Neger, presidente da empresa e também membro da diretoria da Abranet, durante palestra no Futurenet, evento realizado pela Abranet na Futurecom 2017.

Neger explicou que a segurança da radiofrequência é um elo que não pode ser negligenciado quando se fala de implantações de soluções de IoT, 5G, uso de drones, funcionamento de  aplicativos que requerem sinal de GPS e celular, entre outros. “Quando olhamos para este ecossistema temos um elo ao final da conectividade que é o elo da conexão sem fio e que em algum momento vamos usar radiofrequência, mas percebemos que a discussão fica sempre na camada de software e das aplicações, sem abordar que há uma grande vulnerabilidade na camada física”, ressaltou.

Segundo explicou, o meio fica desprotegido e, se houver intervenção ou interferência seja propositalmente ou não, todos os elementos da cadeia de IoT sofrem abalo. E isto inclui não apenas as conexões sem fio — o Wi-Fi é predominante nas aplicações — como também as aplicações de mobilidade como a comunicação com o GPS.  

“Enxergamos uma aplicação importante de inteligência espectral para delimitar o funcionamento e o controle de drones”, disse Neger. Por meio da inteligência espectral, o sistema consegue entender o protocolo de conversa entre o controle e drone para depois gerar um sinal semelhante e tomar o controle do aparelho. 

Ao comentar a inovação, o professor Leandro Manera, da Unicamp, explicou que o primeiro desafio era bloquear o drone para impedir ele de invadir determinadas áreas, como presídios. Para tanto, a técnica aplicada mais comum o jamming, acaba deixando sem funcionar toda a faixa de frequência usada pelo drone.

O desafio, então, foi como ocupar apenas a pequena faixa de comunicação entre o drone e seu controle. “Então, fizemos a técnica de spoofing, de montar sistema que entendesse a comunicação usada entre controle e drone e enviasse o mesmo sinal, a mesma informação para o drone em uma taxa mais rápida do que a do controle. Isto é relativamente complicado. Assim, drone passa a responder para o nosso controle. Já conseguimos assumir controle de alguns drones”, revelou.  


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