Publicada em: 07/10/2016 às 15:33
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Fim do contrato com EUA impôs revisão de modelo à ICANN
Roberta Prescott

Desde 1º de outubro, os Estados Unidos não estão mais à frente da supervisão das funções da Autoridade para Atribuição de Números da Internet (IANA, na sigla em inglês para Internet Assigned Numbers Authority), uma vez que encerrou o contrato da Administração Nacional das Telecomunicações e a Informação (NTIA), que pertence ao Departamento de Comércio dos Estados Unidos.

Em entrevista em vídeo para o CDTV, Rodrigo de la Parra, vice-presidente para América Latina da ICANN, explicou que a transição ocorreu sem problemas. A ICANN, conforme Parra explicou em painel sobre governança da internet no Congresso Internacional de Tecnologia da Informação (WCIT 2016), que ocorreu em Brasília nesta semana, está contente com a mudança que era bastante esperada.

A ICANN surgiu em 1998 como uma iniciativa dos EUA para privatizar funções críticas do funcionamento da Internet a uma organização multissetorial. “Nunca houve de fato alguma ingerência dos EUA no dia a dia das operações daICANN. Mas, com muita razão, muitos governos diziam que, apesar de a ICANN  ser multistakeholder, ela tinha um problema [contrato com os EUA]”, disse. Com o término do contrato a prestação de contas da ICANN também foi reorganizada e a entidade passou a reportar para todos os organismos envolvidos, a nível global. Confira detalhes na entrevista.


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