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Furukawa e Unidade EMBRAPII CPqD desenvolvem cabo para transmissão simultânea de energia elétrica e de dados em banda larga
Por: Redação Abranet - 04/04/2017

A Unidade EMBRAPII CPqD e a Furukawa desenvolveram um cabo híbrido, metálico com fibra óptica no interior, capaz de conduzir energia elétrica e, ao mesmo tempo, fazer a transmissão de dados em banda larga. De acordo com as organizações, a nova tecnologia, chamada de OPDC (Optical Distribution Cable), é inédita no Brasil e já está disponível. Inclusive, ela vem servindo de base para a implantação de uma rede sinérgica, desenvolvida pela Cemig em parceria com o CPqD, com o apoio dos programas de P&D da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e da Fapemig.

Um dos usos é para as redes de distribuição de energia elétrica, que estão ficando mais sofisticadas, especialmente em função de avanços como a introdução de smart grids e da geração distribuída, o que aumenta a necessidade de automação e controle para garantir a qualidade do serviço prestado pelas concessionárias.

Para Claudio Antonio Hortencio, pesquisador do CPqD, o diferencial desta nova tecnologia é o uso da fibra óptica dentro do cabo energizado, em redes de média tensão (os cabos OPGW — Optical Ground Wire são utilizados em torres de transmissão de energia de alta tensão, como um cabo para-raios). Ele explica que o acesso às fibras ópticas no cabo condutor exige uma proteção elétrica, por meio de um dispositivo isolador que é um resultado importante e inovador desse projeto.

Para Luiz Obara, da gerência técnica de energia da Furukawa, a maior adoção de smart grids e cidades inteligências, com uso de semáforos e iluminação pública inteligentes, sensores, carros elétricos, geração distribuída etc., vai exigir redes de fibra óptica para garantir altíssima qualidade e confiabilidade das aplicações e serviços. 

Obara revela que o projeto com a Unidade EMBRAPII CPqD resultou em um sistema completo para redes sinérgicas, constituído de vários tipos de cabos para diferentes aplicações, além dos acessórios. Alguns deles já estão em uso na UniverCemig, uma espécie de laboratório vivo da distribuidora de energia instalado em Sete Lagoas, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (MG). Lá, um projeto piloto da rede sinérgica está funcionando em escala real.  

Carlos Alexandre Meireles Nascimento, engenheiro de tecnologia e normatização da Cemig e um dos desenvolvedores da tecnologia de redes sinérgicas, destaca que o novo cabo híbrido, que vem sendo utilizado com sucesso em um trecho da rede de distribuição da concessionária em Sete Lagoas, é um elemento importante na construção das redes elétricas inteligentes (ou smart grids). Ele explica que uma das vantagens é que, se houver rompimento desse cabo, a fibra óptica permite detectar o ponto exato em que isso ocorreu, o que facilita o bloqueio da rede de energia para evitar acidentes e reduz muito o tempo de reparo do problema.

Além disso, ele ressalta que a nova tecnologia permitirá o compartilhamento da infraestrutura de comunicação em banda larga entre as diversas operações da concessionária de energia e, também, com operadoras de telecomunicações e provedores de serviços de internet, por exemplo.

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