Publicada em: 07/06/2017 às 12:32
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IPEA: Sem oferta, 11,6 milhões de domicílios brasileiros ficam sem Internet
Redação Abranet

Ao analisar critérios de como priorizar investimentos em banda larga, a pedido da Anatel, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada concluiu que até 11,6 milhões de domicílios brasileiros, ou 17% do total, poderiam já usufruir o acesso a internet caso houvesse oferta do serviço. Nessas contas, atualmente 39,1 milhões de domicílios já têm acesso à internet, seja por conexões fixas ou móveis (3G, 4G). “Se a oferta fosse universal, esses 39,1 milhões passariam para 45 milhões. Ou seja, 6 milhões de domicílios têm capacidade de consumir, mas não consomem porque o serviço não chegou lá”, afirmou o diretor de estudos regionais do Ipea, Alexandre Ywata.

Esse número poderia ser ainda maior e chegar a 50,7 milhões de domicílios que teriam capacidade de consumir internet no caso de ampliação das redes nas principais regiões metropolitanas do país. Ou seja, há um grande mercado potencial que poderia ser atendido pelo lado da ampliação da oferta.

Em nota, o conselheiro da Agência Igor de Freitas afirmou que, a partir do resultado do estudo do Ipea, se tem que associar o IDH com outros indicadores para a política de universalização de banda larga. Para ele, se usar unicamente o IDH, “vamos ter piores resultado em qualquer objetivo de política estabelecida” e o IDH deve ser analisado em conjunto com o tamanho da população do local e a capacidade financeira das famílias para a elaboração de uma política adequada.

Segundo Igor de Freitas, se deve evitar na banda larga uma situação futura semelhante ao que se encontra atualmente na telefonia fixa. Em 3,9 mil localidades com telefonia fixa implantada não há nenhum assinante e em 7,2 mil localidades há, no máximo, 10 usuários do serviço.

O secretário de Telecomunicações do Ministério de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), André Borges, informou que a proposta de política para Universalização do Acesso à Internet vai ser apresentada em consulta pública e todos vão poder fazer contribuições. Ele citou que fazer uma política pública por consórcio entre o Estado e empresas de telecomunicações, possibilidade indicada pelo vice-presidente da TM Brasil, Mario Girasole, é interessante, mas complexa. Ele indicou a possibilidade de a política ser implantada por leilão reverso, onde se indicará as metas e as empresas interessadas disputarão o financiamento destinado.

O estudo do Ipea dividiu o Brasil em seis grupos desde municípios urbanos com maior renda (São Paulo, Rio de Janeiro e Salvador, por exemplo), passando por semi-urbanos de Renda Média (Santarém, Marabá e Santa Cruz do Capibaribe), até municípios rurais mais pobres (Cametá, Parintins e Oruicuri), no quais podem ser aplicados modelos distintos de política pública.  


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