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IoT depende de mão de obra especializada e foco nos negócios
Por: Roberta Prescott - 18/01/2018

Que a internet das coisas (IoT) proporciona um vasto campo de oportunidades ninguém duvida, mas ainda existem grandes obstáculos a serem vencidos. Duas pesquisas divulgadas nesta semana deixam claro que mão de obra especializada, foco de negócios e contexto para uso dos dados são essenciais para o desenvolvimento de IoT a nível mundial.    

Uma pesquisa independente encomendada pela Inmarsat mostrou que o potencial de IoT para impulsionar a inovação, a eficiência e o aumento da produtividade no setor agrícola corre risco, uma vez que as empresas de agritech estão necessitando requalificar com urgência seus atuais funcionários e embarcar em campanhas de recrutamento para garantir que possam contar com as capacidades específicas para continuarem a se desenvolverem.

A pesquisa de âmbito mundial apontou que, enquanto 46% das empresas do agronegócio relataram uma implantação total de soluções IoT e 16% outras iniciaram uma implantação parcial, muitas não possuem hoje as habilidades necessárias para fazer isso de forma eficaz. Além disso, as empresas precisam elevar suas habilidades no nível estratégico, no qual 65% dos entrevistados identificaram uma insuficiência, bem como na administração e entrega da implantação da IoT, para o qual mais de 50% dos entrevistados disseram que faltava pessoal. Cerca de 55% destas relataram uma falta de pessoal de segurança cibernética; já para 53%, necessidade de habilidades de ciência analítica e de dados é um fator preocupante.

Do lado de plano de negócios, o white paper “A Internet das Coisas Relevantes” publicado pela Aruba aponta para que a construção de pontes entre os objetivos de negócios e a arquitetura de IoT necessária para conseguir conquistar as metas são bastante complicadas, principalmente pela falta de estrutura nas empresas para guiar o processo. A empresa sugere que haja uma maior integração entre todas as áreas e recomenda que as companhias façam uma melhor análise de projetos e tecnologias que estejam sendo desenvolvidas internamente em favor de alternativas que sejam mais relevantes.

Outro ponto levantado é o que foi chamado de ciclo de valor de IoT, uma estrutura para os projetos, desmembrando os objetivos de negócios em quatro elementos primários: visibilidade, segurança, inovação e rentabilidade. Os dois primeiros estão associados à infraestrutura de IoT que extrai contextos e dados relevantes para os objetivos estratégicos e de negócios. Os dois últimos definem os momentos que alavancam esses cenários e informações.

Segundo a Aruba, a principal preocupação em um mundo em que os dados estão em redes são as violações, que, por descuidos na hora da implementação de dispositivos, são comuns em todas as áreas. De acordo com a análise de mercado desenvolvida pela empresa, é vital que a tecnologia de operações e os engenheiros de tecnologia da informação (TI) trabalhem juntos no desenvolvimento de produtos e sistemas, pois, apenas assim, haverá uma redução de processos vulneráveis a ciberataques.

Aruba sugere que as empresas incorporem recursos de segurança nos novos dispositivos de IoT, a fim de criar-se uma estrutura de defesa em que nenhum dispositivo ou usuário é confiável, até que se comprove o contrário. Esta organização deve usar as informações contextuais de uma infinidade de fontes para examinar a postura de segurança do usuário e do dispositivo antes e depois de se conectarem.

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