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Malware direcionados a dispositivos inteligentes mais que dobram em 2017
Por: Redação Abranet - 28/06/2017

A segurança na internet das coisas (IoT) é um dos temas em destaque atualmente, principalmente, depois dos recentes grandes ataques cibernéticos. Corroborando esta preocupação, a Kaspersky Lab revelou que o número total de amostras de malware direcionados a dispositivos inteligentes chegou a cerca de 7 mil, sendo que mais da metade deles surgiu em 2017. Com mais de 6 bilhões de dispositivos inteligentes em uso no mundo, o risco de um malware atingir as vidas conectadas dos usuários é cada vez maior.

Os três países que tiveram mais ataques a dispositivos conectados foram China (17%), Vietnã (15%) e Rússia (8%), cada um apresentando um grande número de dispositivos da IoT infectados. Na sequência desta lista estão Brasil, Turquia e Taiwan, todos com 7%.

De acordo com os especialistas da empresa, o motivo por trás desse crescimento deve-se à fragilidade da IoT. A maioria dos dispositivos inteligentes executa sistemas operacionais baseados em Linux, o que facilita os ataques, já que os criminosos podem criar códigos maliciosos genéricos, capazes de atingir um grande número de dispositivos simultaneamente.

Por causa do grande número e da variedade de dispositivos conectados, como relógios e televisão conectados, roteadores e câmeras, a IoT se tornou um alvo atraente para os criminosos virtuais. Ao invadir os dispositivos conectados, os criminosos conseguem espionar pessoas e chantageá-las. Além disto, botnets como Mirai e Hajime indicam que essa ameaça está em expansão, segundo especialistas da Kaspersky Lab.

De acordo com a empresa, os criminosos prepararam iscas, os chamados “honeypots”: redes artificiais que simulam redes com diversos dispositivos da IoT (roteadores, câmeras conectadas, etc.) para observar as tentativas de ataque de malware a esses dispositivos virtuais.  

A maioria dos ataques registrados pelos especialistas da empresa visavam a gravadores de vídeo digitais ou câmeras IP (63%), e 20% dos alvos eram dispositivos de rede, como roteadores, modems DSL, etc. Cerca de 1% dos alvos consistia em dispositivos que as pessoas usam normalmente, como impressoras e equipamentos inteligentes domésticos.

Para proteger seus dispositivos, os especialistas em segurança da Kaspersky Lab recomendam que, se não for necessário, não acessar os dispositivos por meio de redes externas; desativar todos os serviços de rede que não são necessários para usar o dispositivo; se houver uma senha padrão ou universal que não pode ser alterada ou se não for possível desativar a conta predefinida, desativar os serviços de rede nos quais elas são usadas ou suspenda o acesso a redes externas; antes de usar o dispositivo, alterar a senha padrão e definir uma nova senha; e, se possível, atualizar regularmente o firmware do dispositivo para a versão mais recente.

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