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Ministério da Economia acena com mudanças no eSocial
Por: Por Luis Osvaldo Grossmann* - 11/04/2019

Com dificuldades na reforma da Previdência Social, o Ministério da Economia acena com um pacotinho de medidas microeconômicas a ser apresentado nas próximas semanas. E entre elas, fala em mudanças no eSocial, o sistema eletrônico de informações trabalhistas, que passaria por uma simplificação e até mesmo pela exclusão das obrigações a microempresas.

“O sistema tem seu valor, seu mérito, mas pode ser simplificado, desburocratizado. Vamos mudar, vamos simplificar. Vamos criar um novo comitê, reduzir a complexidade, retirar empresas, retirar etapas”, afirmou o secretário de indústria, comércio e inovação, Caio Megale, ao pincelar ações na mira da pasta.

Uma semana antes, o secretário de produtividade e emprego, Carlos da Costa, chegara a disparar que o eSocial é “extremamente complexo” e desde então a área ventila uma possível exclusão das microempresas das obrigações de envio mensal das informações ao sistema.

Quem acompanha o eSocial de perto, no entanto, desconfia do alcance das medidas. As empresas de pequeno porte já estão informando dados ao eSocial desde janeiro e nesta quarta, 10/4, começa a segunda fase com informações de admissões, afastamentos e desligamentos. O que está previsto nesse campo é um módulo simplificado para envio de dados por MPEs e pelos microempreendedores individuais, esperado para até agosto.

Além disso, a única medida efetivamente esperada é a reestruturação do comitê gestor do eSocial. Mas ela responde à fusão de quatro pastas no Ministério da Economia. Assim, o que antes era um conselho que envolvia o INSS e os ministérios de Fazenda, Trabalho e Previdência, além da Caixa Econômica Federal, agora tem um único chefe no ministro Paulo Guedes.

Como indicou o secretário Caio Megale, tudo caminha para privilegiar a Receita Federal à frente do eSocial. “Essa é uma agenda com protagonismo da Receita. Estão sendo estudadas mudanças pela Receita Federal e elas vão ser discutidas no âmbito do conselho gestor que está sendo remontado. A Receita está reorganizando o conselho gestor do eSocial e vai liderar o processo de simplificação deste e de outras obrigações acessórias, do lado fiscal e em outras frentes, que vão ajudar a destravar a economia e melhorar a qualidade de vida do setor produtivo.”

Para valer

Começou nesta quarta-feira, 10/4, o prazo para os integrantes do terceiro grupo do eSocial –  composto por empregadores  optantes pelo Simples Nacional, empregadores pessoa física (exceto doméstico), produtor rural pessoa física e entidades sem fins lucrativos –  cadastrarem seus trabalhadores no eSocial, regime que nem terminou sua fase de implantação e já corre risco de mudar.

A fase de cadastramento consiste no envio dos chamados eventos não periódicos que compreende informações relativas aos trabalhadores e seus vínculos trabalhistas. Ex: admissões, afastamentos e desligamentos. Essa fase terá duração de 90 dias para que os empregadores do grupo três possam se organizar e enviar os dados solicitados de forma compassada e efetiva.

Os microempreendedores individuais e os segurados especiais terão disponibilizados módulos simplificados para cumprir com o envio dos eventos ao eSocial. Os portais simplificados, nos quais os dados são inseridos diretamente na internet, estarão à disposição a partir do dia 16 de abril de 2019. Importante ressaltar que o uso desses portais é facultativo neste momento, já que para os MEIs e segurados especiais a exigibilidade somente se aplica a partir de outubro de 2019.

O Sistema de Escrituração Digital das Obrigações Fiscais, Previdenciárias e Trabalhistas (eSocial) já conta com 30 milhões de trabalhadores cadastrados. Com a efetivação do cadastro dos 16 milhões de trabalhadores esperados nessa fase do cronograma de implantação do Sistema, o eSocial abrangerá o total de 46 milhões de trabalhadores registrados em sua base de dados.

O eSocial tem como objetivos, entre outros, simplificar processos, garantir maior segurança jurídica e maximizar o tempo ao reduzir a entrega de diversas obrigações por apenas uma operação. Para o trabalhador, o eSocial pretende garantir a maior efetividade de direitos trabalhistas e previdenciários e maior transparência referente às informações de contratos de trabalho.

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