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Neger: ´O processo de licitação tem de ser aberto para todos os operadores de comunicações`
Por: Roberta Prescott - 30/10/2019

Depois de contribuição da Abranet à consulta pública para o leilão de 5G, a Anatel apresentou uma primeira versão do edital, na qual o relator, Vicente Aquino, propôs destinar parte da faixa de 3,5 GHz exclusivamente para provedores de pequeno porte ou entrantes. A proposta modificou a divisão dos lotes regionais, para 14, reduziu consideravelmente o prazo das outorgas, de 20 + 20 anos para 15 + 5 anos, embora não tenha ficado claro como isso vai funcionar com a nova lei das teles, que permite renovações sucessivas de espectro. Aquino ainda cortou pela metade a oferta de espectro na faixa de 26 GHz, para apenas 1600 MHz.  

Em entrevista em vídeo, durante o Futurenet, realizado na última segunda-feira 28/10 na abertura da Futurecom, o presidente da Abranet, Eduardo Neger, comentou a decisão favorável à associação. “Entendemos que o processo de licitação, que será feito para liberação de frequências 5G, tem de ser aberto para todos os operadores de comunicações, independentemente, se são pequenos operadores locais. A ideia é que este processo seja o máximo possível transparente e que permita a participação alocando determinados blocos de frequência para que estas empresas possam atuar de maneira regional, porque uma licitação nacional impediria que empresas com foco local trabalhassem, e outro ponto importante é que exista possibilidade de participação de consórcio SCM”, disse.

Outro ponto abordado foi a regulamentação do Serviço de Comunicação Multimídia (SCM) que até o momento não teve plano de numeração. “A Abranet também fez proposta no sentido de os operadores regionais com licença SCM tenham acesso a um plano de numeração SMP [Serviço Móvel Pessoal] e rompa com diferença entre SMP e SCM, porque para o usuário não faz diferença”, explicou. 

Importância de 5G — Para as empresas de internet, a tecnologia de 5G é uma oportunidade de negócios, porque vem com promessa de se trafegar dados em alta velocidade, permitindo diversas aplicações. “Isto abre para hoje quem tem conexão fixa uma possibilidade de ampliar os serviços, lembrando que 5G requer infraestrutura de backhaul, você precisa ter fibra ótica chegando para aquela antena e estação rádio base”, disse, apontando que empresas de internet vêm isto como oportunidade de vender serviços de infraestrutura para quem estiver entrando com 5G.  

Assista à entrevista: 

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