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Oferta de banda larga evidencia a desigualdade regional no Brasil
Por: Redação Abranet - 29/06/2018

Entre os anos de 2014 e 2016, houve uma redução nas disparidades de velocidade de internet banda larga aferida entre as regiões do Brasil. No Nordeste, a diferença, que era de -44%, em 2014, passou para -3%, em 2016. Houve também estabilidade nos resultados observados na região Sudeste.

Os dados foram coletados por meio do Sistema de Medição de Tráfego Internet (Simet) e de diversas pesquisas realizadas pelo Cetic.br em um período de quatro anos (2013 a 2016) e constam do livro "Banda Larga no Brasil: um estudo sobre a evolução do acesso e da qualidade das conexões à Internet", lançado nesta quinta-feira, 28/6, pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), por meio do Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br) e do Centro de Estudos e Pesquisas em Tecnologia de Redes e Operações (Ceptro.br), ambos do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br).

No que se refere à latência (o tempo de trânsito das informações em uma conexão), verificou-se uma diminuição. Ao longo de toda a série histórica analisada, Norte e Nordeste apresentaram resultados altos para esse indicador e pior desempenho da qualidade da conexão em relação ao tempo gasto para transmissões de informação. Em 2013, esse índice no Norte era quase cinco vezes maior que o do Sudeste – e, ao final do período analisado, 3,6 vezes maior.

Os estados que tiveram as melhores avaliações, de acordo com a análise dos resultados de velocidade e latência entre 2013 e 2016, foram São Paulo, Rio de Janeiro, Goiás e Paraná. O estudo chama atenção para as diferenças entre eles: São Paulo, em 2016, apresentou resultados de velocidade quase cinco vezes maior e de latência quase duas vezes menor do que o Pará, o que representa conexões com maior velocidade e mais estabilidade. No ano de 2016, com exceção de Pará, Bahia e Goiás, todos os estados apresentaram melhor desempenho de velocidade TCP download na comparação com o conjunto total de 2013.

Milton Kashiwakura, Diretor de Projetos Especiais e de Desenvolvimento do NIC.br, lembra que Simet realiza medições de qualidade diretamente nas conexões de banda larga a partir da infraestrutura do NIC.br, de forma totalmente independente, acionada pelo usuário. Todos os testes realizados percorrem um trajeto da rede testada até um ponto neutro, sem que redes de terceiros interfiram nas medições. Dessa forma, explica Kashiwakura, os dados produzidos pelos produtos do Simet fornecem informações relevantes para subsidiar decisões sobre melhoria contínua das redes de acesso por parte dos provedores de acesso à Internet e também dos demais sistemas autônomos (Autonomous Systems – AS).

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