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Peering: é hora de as empresas de Internet repensarem suas estratégias
Por: Roberta Prescott - 03/05/2019

Em um País com as dimensões continentais do Brasil, conectar-se a pontos de troca de tráfego acaba sendo imprescindível para os provedores de serviços de Internet e pequenos prestadores de serviços de telecomunicações. No entanto, ainda há muito a evoluir neste campo. “Os ISPs precisam evoluir a curva de aprendizado na estratégia de peering”, destacou Felipe Gonçalves Brites, solution marketing da Equinix, em entrevista à Abranet.

De acordo com ele estar presente em um Internet Exchange (IX, sigla em inglês para ponto de troca de tráfego) é essencial para se aproximarem dos conteúdos acessos pelos clientes finais e, assim, entregar mais qualidade. O Brasil atualmente conta com IXs administrados pelo Comitê Gestor da Internet e também tem IXs privados, como é o caso da Equinix. Tecnicamente, explicou o gerente de produtos da Equinix, Gabriel Tartaglia, as soluções são parecidas. “Mas o nosso IX é iniciativa privada e temos diferenciais como SLA”, disse.

Ambos os executivos reconhecem que o ponto de troca de tráfego de São Paulo está bem desenvolvido, mas ressaltaram que, em um país do tamanho do Brasil, não faz sentido o tráfego estar centralizado em uma única localidade. O IX do Rio de Janeiro ainda é muito pequeno em relação ao de São Paulo, mas maior que os demais. “É preciso distribuir melhor este tráfego geograficamente”, apontou Tartaglia.

A Equinix tem IX somente em São Paulo, mas existe a perspectiva de ampliar para a plataforma para o Rio de Janeiro. “Mas continuaria limitado a estas duas metros e hoje temos problema que somente SP e RJ são comercialmente viáveis”, completou. “Faltam os ISPs identificarem que é interessante fazer a troca de tráfego em outras regiões.”

Para Felipe Gonçalves Brites, o incremento no consumo de vídeos pela internet representa um desafio para as empresas de Internet e vai demandar que eles tenham de tornar as redes mais robustas, estrutura-las para entregar uma maior velocidade para o cliente final. “Quando olhamos para América Latina, vemos que o principal segmento que vai crescer é o conteúdo digital e isto fará com que os prestasdores de serviços de Internet tenham de repensar a rede deles e fazer interconexão com os provedores de conteúdo”, disse. “Eles vão começar a olhar mais forte para estratégia de interconexão e para a estratégia peering.” 

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