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Plano Nacional de IoT chegará às empresas de Internet
Por: Roberta Prescott - 21/09/2017

As empresas de Internet poderão contar com mecanismos de estímulo para levar infraestrutura de conectividade para internet das coisas. Durante sua apresentação no Painel Telebrasil, que ocorreu nesta semana em Brasília, Maximiliano Martinhão, do MCTIC, afirmou que o estudo de IoT aponta que, para contar com infraestrutura de telecom, também poderão ser usados fundos setoriais, já que o mercado por si só não chegará para ampliar nas áreas.

Martinhão também acredita no uso da faixa de espectro sub 500 MHz para aplicações IoT no ambiente rural e disse que será necessário buscar harmonização com padrões internacionais, disciplinar o licenciamento de torres e antenas e incluir critérios de interoperabilidade.

O estudo sobre internet das coisas assim como o Plano Nacional de IoT devem ser lançados em outubro, segundo adiantou Thales Marçal, do MCTIC, em entrevista ao CDTV (veja aqui), durante o Painel TeleBrasil. Atualmente, o estudo passa por um processo de “ajuste fino” e a Câmara de IoT deve fazer alterações ou pedidos de melhoria do trabalho. É esta câmara a responsável por fechar e validar o documento. “O fechamento do estudo está previsto para Futurecom e o Plano de IoT é baseado no estudo. O plano de ação vai ser definido a partir do estudo”, disse.  

Segundo o governo, a ideia de construir um plano de IoT foi aproveitar a onda de desenvolvimento econômico e oferecer ao Brasil a oportunidade de capturar parte da riqueza que vem de internet das coisas. “IoT pode adicionar USD 4 trilhões no mundo até 2025 e, sendo otimista, poderá adicionar até USD 11 trilhões. No Brasil, tem potencial de adicionar entre USD 50 bilhões até USD 200 bilhões”, disse Maximiliano Martinhão . “38% do valor gerado por IoT no mundo virá dos países emergentes”, completou.

No estudo, foram estudados dez ambientes para implantação de IoT. A avaliação levou em conta a demanda (impacto econômico e impacto ambiental), a oferta (fortalecimento da cadeia produtiva de IoT) e a capacidade de desenvolvimento (eficiência das instituições, elementos habilitadores e capacidade de mobilização por parte do governo). Com base nisto, o consórcio à frente do estudo destacou quatro ambientes que trariam mais retorno: cidades, saúde, rural e ambiente industrial.  

Do ponto de vista de política pública, o plano deve agrupar quatro aspectos: desenvolvimento de capital humano; inovação e inserção internacional; infraestrutura de conectividade e interoperabilidade e regulatório; e segurança e privacidade. 

Com relação às questões regulatórias, Martinhão destacou a necessidade de tratamento do Fistel, lembrando que já houve redução de 80%, mas ainda assim o setor, nas diversas consultas que foram feitas, identificou que o Fistel nos valores atuais permanece uma dificuldade. Outros temas a se resolver incluem o licenciamento de estações e espectro (radiação restritiva); a proteção de dados e segurança da informação; a certificação e homologação de equipamentos; o roaming permanente; e as questões tributárias. 

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