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Preço ainda barra maior inclusão digital e acesso à internet segue desigual
Por: Roberta Prescott - 05/09/2017

O acesso à internet ainda é bastante desigual no Brasil e o valor cobrado pela conexão à internet é a principal razão pela qual as pessoas não têm acesso conforme revela a 12ª edição da pesquisa TIC Domicílios, divulgada nesta terça-feira (05/09) pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), por meio do Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br) do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br).

De acordo com a pesquisa, 36,7 milhões de domicílios — ou 54% do total — possuem acesso à internet, mas, ao analisar a proporção destes acessos por classes sociais, áreas e regiões, fica claro que a desigualdade permanece. Enquanto nas classes mais ricas a conexão é uma realidade (classe A tem 98% dos lares com internet e a B, 91%), na classe C 60% dos domicílios têm internet e na D/E apenas 23%.  A desigualdade vale também na comparação das áreas rurais e urbanas.

Em 2016, 59% dos lares no perímetro urbano contavam com internet enquanto 26% dos lares rurais tinham acesso à internet. A discrepância atinge também as regiões. No Nordeste, 40% dos domicílios (ou 7,2 milhões) estão conectados, bem abaixo do Sudeste, que segue com a maior proporção (64% ou 18,8 milhões) de lares conectados, seguido do Centro-Oeste (56% ou 2,9 milhões) e do Sul (52% ou 5,4 milhões). No Norte, são 46% (ou 2,4 milhões de domicílios).

Uma das justificativas para a falta de internet é o valor cobrado. Dos entrevistados, 26% apontaram o preço caro como principal motivo para não terem acesso, seguido de falta de interesse (18%) e falta de necessidade (8%). “Teve muita gente afirmando que não consegue pagar pelo acesso”, destacou Winston Oyadomari, coordenador da pesquisa TIC Domicílios, durante coletiva de imprensa.

De abrangência geográfica nacional, a pesquisa TIC Domicílios tem por objetivo geral medir o acesso e os usos da população em relação às tecnologias de informação e comunicação. O público-alvo consiste em domicílios brasileiros e cidadãos com dez anos ou mais. Os dados foram coletados entre novembro de 2016 e junho de 2017 em um total de 23.721 entrevistas domiciliares realizadas face a face a partir de questionário estruturado foram feitas em 350 municípios.  Confira a íntegra da pesquisa aqui.

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