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Prefeitura de São Paulo atrasa, mas quer expandir praças com Wi-Fi
Por: Roberta Prescott - 10/02/2015

Ainda com atraso na instalação do acesso gratuito à internet, o programa da prefeitura de São Paulo WiFi Livre SP tem condições de expandir, usando o mesmo contrato, para mais 30 praças. Atualmente, 112 das 121 praças planejadas e licitadas foram entregues, um número que está aquém da meta estabelecida.

O foco agora, de acordo com o coordenador de conectividade e convergência digital da Secretaria Municipal de Serviços da Prefeitura, João Cassino, é finalizar as entregas e atingir o nível de serviço contratado, de 96% de disponibilidade (o porcentual está em 93%). Cassino apresentou um balanço do projeto durante a Campus Party, que terminou em 8 de fevereiro.

Para a expansão do WiFi Livre SP, a prefeitura também leva em conta a possibilidade de firmar parcerias com a iniciativa privada para viabilizar o aumento no número de locais atendidos. João Cassino disse que o modelo ainda não está fechado, mas ele garante que tem recebido empresários interessados.

A assinatura dos contratos de 36 meses com as empresas que ganharam a licitação ocorreu entre dezembro de 2013 e janeiro de 2014. Duas empresas levaram dois lotes cada. O montante total da licitação foi de R$ 27,5 milhões. O processo de implantação determinava 65 dias para instalar os equipamentos e entregar o acesso à Internet sem seis praças simultaneamente, mas houve atrasos no cronograma.

Entre as justificativas para a demora, Marcelo Andrade Pimenta, diretor de infraestrutura e tecnologia da Prodam, que faz a gestão do serviço, afirmou que a autorização foi muito burocrática, houve falta de mão de obra, de pontos de energia e de material, inexperiência das instaladoras, mudança de tecnologia ou fornecedor, dependência de importação de produtos, irradiação ou ruído de sinal não previstos e necessidade de adaptações. “Devido a estes problemas é que estamos terminando agora em vez de agosto.”

As empresas que ganharam a licitação não tiveram a tecnologia especificada em edital, mas Pimenta relata que escolheram um mix entre fibra ótica e rádio. “A gente não determinou também o link, mas exigimos que a largura de banda fosse adequada”, pontuou. Cada praça teve uma estimativa de público e na capacidade máxima provisionada a empresa é obrigada a fornecer velocidade de, no mínimo, 512 Kbps por pessoa.

“O projeto está amadurecendo. Hoje atuamos em duas vertentes: atuar com as empresas determinando as melhorias e já sabemos o que tem de ser feito. E outra parte é punir as empresas se não cumprirem os acordos”, disse Pimenta.   

O WiFi Livre, junto com outros projetos, integra a estratégia da cidade para garantir acesso à informação. Entre as premissas, Pimenta destacou que a gratuidade, a confidencialidade, a ausência da coleta de dados, a qualidade de navegação (velocidade acima 512 kbps) e a neutralidade de rede.

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