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Profissionalização é requisito maior de atenção dos fundos de investimentos
Por: Roberta Prescott - 22/11/2019

O fundo por trás da Sumicity, a EB Capital, segue “supercomprador”, mas para que empresas prestadoras de serviços de internet estejam no alvo das transações é preciso que elas se profissionalizem. O alerta vem de Felipe Matsunaga, sócio na EB Capital. Para ele, o primeiro desafio, disse, é a formalização e o segundo é valoração, porque a percepção do empreendedor do que ele acha que vale a companhia é, normalmente, diferente do que realmente vale. “Eles têm de se formalizar e seguir crescendo”, afirmou.

A EB Capital começou a olhar o setor de telecom há três anos e já fez um movimento grande no mercado, quando investiu na Sumicity, no fim de 2018. O fundo tem dois braços de atividades: venture capital para empresas menores e private equity para as médias. “Em 2014, os ISPs eram 6% ou 7% do mercado de banda larga e hoje já passaram as grandes. Foi assim que a tese passou lá dentro”, disse o sócio.  

O fundo investiu, há um ano, na Sumicity. Matsunaga contou que o que chamou a atenção foi o fato de o provedor ter construído backbone e backhaul e navegado em um oceano azul. “Grande parte do sucesso veio de colocar fibra ótica e competir com infraestrutura legada. Nosso dever de casa foi ajudar a povoar e sabemos que daqui para frente será mais complicado”, reconheceu.

Antes de investir na Sumicity, o fundou avaliou cerca de 30 provedores. “Nos identificamos com a Sumicity porque eles tinham um backbone enorme e superestruturado, não dependia de ninguém para este backbone, não comprando — ou comprando pouco — tráfego, tinham uma rede de FTTH muito extensa e vasta e estavam crescendo quase 50% ao ano. era uma joia que achamos no meio do Rio de Janeiro a ser lapidada”, contou.

A EB Capital costuma fazer investimentos em empresas de médio porte, com R$ 50 milhões ou mais de faturamento. Alguma transação de firma de menor porte poderia ocorrer, mas via alguma companhia que já recebeu aporte, como a Sumicity. “Por exemplo, uma empresa que tenha faturamento menor, mas é super-relevante para o backbone da Sumicity ou onde passa o backbone da Sumicity a gente poderia ter interesse em fazer aquisição. A gente faz uma conta se é mais fácil fazer aquisição versus construir próprio. Se o preço da aquisição for factível, a gente pretende fazer aquisição”, detalhou.    

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