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Pure Storage: Multicloud trava pela obrigação de ter de 'fazer tudo de novo'
Por: Roberta Prescott - 24/01/2019

A fabricante de storage flash Pure Storage fechou parceria com a Amazon Web Services (AWS) para oferta na nuvem de seus serviços de dados. Em coletiva de imprensa, nesta quarta-feira 23/1, Paulo de Godoy, country manager da empresa no Brasil, explicou que o chamado Pure Storage Cloud Data Services reflete as novas tendências de tecnologias e a demanda do mercado por soluções em nuvem híbrida. “A transformação digital impacta na infraestrutura e a infraestrutura está indo para nuvem, porque ela proporciona rapidez para começar [projetos], escalabilidade e não necessidade de gestão de infra”, disse. “O grande desafio é crescer de forma veloz.”

Ao lançar o conjunto de recursos projetados para executar o software da Pure Storage nativamente na nuvem da AWS, a empresa justificou que a demanda do cliente indica claramente que uma arquitetura de nuvem híbrida unificada é o melhor modelo para trazer agilidade à empresa moderna. O argumento principal é que, hoje, as organizações muitas vezes são forçadas a escolher entre locais específicos ou a nuvem, enquanto, segundo a Pure Storage, o melhor caminho para a inovação e a eficácia operacional vem de uma estratégia híbrida, ou seja, uma arquitetura que fornece acesso a todas as nuvens. “Os clientes não têm mais amarração de onde estão”, defendeu Godoy.

Godoy lembrou que a cloud híbrida para aplicações vem se fortalecendo desde que diversos fabricantes de software passaram a oferecer suas soluções na nuvem. “Mas como as aplicações conversam com o data center ainda é complicado”, afirmou. “A conteinerização permite que se consiga virtualizar aplicações para rodar em vários ambientes”, completou.

Um dos principais empecilhos para multicloud (nuvem múltipla) é justamente a integração dos dados de maneira fluida. “É preciso criar tudo de novo. A complexidade que tem de readaptação é difícil, mas está se criando facilitadores; e a Pure Storage é uma delas”, explicou ao ser questionado como fica a migração de aplicativos entre nuvens. A aquisição da StorReduce em meados de 2018 impulsionou este intercâmbio, uma vez que a empresa era especializada em solução de armazenamento definido por software baseada na nuvem e que permitia gerenciar grandes quantidades de dados e fazer a integração deles entre ambiente internos e externos. 
 
A parceria, atualmente, restringe-se à Amazon, mas Paulo de Godoy não descarta que outros players, como Microsoft e Google, fechem acordo futuramente. “Tínhamos de começar com alguém e a AWS é a maior. Focamos nela, mas para depois devemos começar a fazer com outros”, disse.
 
Sem revelar números locais, o executivo afirmou que o natural seria que o Brasil representasse metade do faturamento da América Latina, mas não confirmou se é esta a realidade atual. Godoy disse que tem boas perspectivas de crescimento para a empresa no Brasil e que o otimismo aumentou depois de setembro, quando as pesquisas apontaram que Jair Bolsonaro ganharia as eleições presidenciais, o que ocorreu.

O setor público é extremamente relevante para a companhia, com o TCU sendo o maior cliente. Em entrevista em abril de 2017, Renato Vilela, do tribunal de Contas da União, explicou que a entidade estava migrando parte de ser armazenamento em discos para flash. O contrato, disse Godoy, foi expandido desde então.  

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