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Raisecom aposta que ISPs responderão por metade de sua receita em 2020
Por: Roberta Prescott - 24/04/2019

A Raisecom acredita que até 2020 o mercado de provedores de acesso à internet possa representar metade da receita no Brasil. Em entrevista à Abranet, Márcio Cachapuz, diretor-comercial da companhia chinesa de capital privado, reconheceu que a meta é bastante arrojada, mas se disse confiante em alcançá-la. “A aceitação que estamos tendo é maior que imaginávamos. É um mercado carente de soluções como a nossa”, disse. A empresa não abre seu faturamento.

Em 2017, a empresa que, até então, atendia apenas às grandes e médias operadoras começou a estudar o mercado de ISPs no Brasil e enxergou uma grande oportunidade. “Nenhum país tem a quantidade de provedor de internet que o Brasil tem”, disse Cachapuz. De acordo com ele, o primeiro desafio foi achar o parceiro ideal que podia nos ajudar a fazer a penetração neste mercado.

No último trimestre de 2018 e já de olho no mercado em ascensão das empresas de internet, a OIW Telecom Solutions e Raisecom juntaram-se com objetivo de viabilizar a popularização de redes de fibra com tecnologia GPON. “Ao longo de 2018 desenvolvemos o projeto e na Futurecom do ano passado anunciamos a parceria”, contou.

A empresa começou a efetivamente vender para mercado de provedor de internet em janeiro deste ano, com foco na linha GPON, cujos equipamentos passaram por várias otimizações para se adequar às necessidades de provedores que necessitam levar serviços "triple play" para regiões com menor densidade de clientes. A Raisecom tem ainda no portfólio linha de switches e DWDM visando aos provedores de internet com mais de 50 mil assinantes e que estão com as redes e o backbone mais estruturados, mas “precisam formalizar a rede”.

Cachapuz também destacou que acredita que o mercado de ISP tende a se consolidar, seja com transações de fusão ou aquisição entre os provedores de internet seja com eles sendo comprados por operadoras maiores e fundos de private equity. “Quem não tiver rede estruturada, de fibra ótica tecnicamente boa, não terá o ativo valorizado.”

Segundo levantamentos da Raisecom, a evolução do mercado de fibras no Brasil ao longo dos próximos dois anos estará intimamente ligada à modernização dos provedores regionais, que hoje já respondem por cerca de 50% do mercado de infraestrutura de redes nessa categoria. A empresa enxergou que este segmento vem mostrando dinamismo e já começa a se beneficiar de serviços de complexidade maior, como as redes IoT (Internet das Coisas), processamento elástico de aplicações sob demanda e todo tipo de serviço em nuvem.

Cachapuz enxerga uma queda violenta nas vendas dos equipamentos de rádio ao mesmo tempo em que há uma ascensão da fibra ótica. “Existe migração das outras tecnologias para fibra ótica não é só pela qualidade, mas também devido à visão da capacidade, de entregar maior capacidade na ponta em função dos conteúdos que a rede vai oferecer, como Netflix, apps, games online.”


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