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Redução de custo não deve ser a principal motivação para adesão ao PTT
Por: Roberta Prescott - 28/10/2019

Os benefícios de se aderir a pontos de troca de tráfego (PTTs ou IX, de Internet Exchange) vão muito além da redução de custo. Ainda que esta tem sido a principal motivação, principalmente por parte dos provedores, Antônio Moreiras, gerente de projetos e desenvolvimento do Ceptro.br/NIC.br, enfatizou que há várias oportunidades de negócios nos PTTs. “A principal função do PTT é buscar qualidade e não só menor preço”, ressaltou. 

Durante sua palestra no Futurenet, evento promovido pela Abranet, no Futurecom 2019, Moreiras explicou como tirar o máximo proveito possível dos pontos de troca de tráfego e apontou as diversas utilidades. “Os PTTs existem para favorecer a colaboração, o networking; sem isso não faz sentido eles existirem”, disse. Para fazer parte, é necessário ser sistema autônomo.  

Estar em um PTT confere, segundo Moreiras, mais qualidade, velocidade, melhor experiência do usuário, maior controle sobre o tráfego, mais resiliência, infraestrutura mais organizada e robusta, menos intermediários, menores custos. A primeira função de um PTT é favorecer o peering, a troca de tráfego, diminuindo as barreiras para que os AS se interliguem. “Isto proporciona melhor experiência para o usuário, mais velocidade, maior resiliência, menor custo, pois se eliminam os intermediários”, apontou. 

Outro aspecto é o acesso aos conteúdos locais. “Um PTT facilita que o tráfego local seja resolvido localmente interligando provedores de acesso e conteúdos geograficamente próximos. São menos intermediários, distâncias menores, mais velocidade, menor custo, melhor experiência do usuário”, explicou. O acesso a CDNs, que são redes de distribuição de conteúdo, é outra vantagem de se ligar a um PTTs, já que eles são pontos ideais na infraestrutura da internet para interligar as CDNs e provedores de acesso, o que é, segundo Moreiras, mutualmente vantajoso. 

“Normalmente as CDNs estão participando dos PTTs maiores, com grande número de provedores e uma grande área de abrangência/influência. Em outros PTTs, algumas vezes é possível obter o conteúdo de algumas CDNs instaladas na infraestrutura de outros provedores locais, contratando serviços de trânsito internet ou transito restrito dos mesmos ou por algum outro tipo de colaboração”, detalhou.

Assista à entrevista em vídeo:  

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