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Sem qualificação em TICs, Brasil ficará com os piores empregos
Por: Da Redação da Abranet - 08/05/2019

Diante do forte aperto orçamentária e a falta de recursos para ciência e pesquisa, o ministro de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Marcos Pontes, lembrou que a falta de qualificação profissional não deixará o Brasil apenas para trás tecnologicamente, mas à reboque dos novos empregos que serão criados pela economia digital.

“A gente precisa acompanhar a tecnologia para sermos competitivos como país, do contrário vamos ficar para trás, do contrário nossa força de trabalho vai ficar com os piores trabalhos. Nós precisamos ser protagonistas”, afirmou Pontes ao participar, nesta quarta, 8/5, de audiência conjunta das comissões de Ciência e Tecnologia e de Educação na Câmara dos Deputados.

O ministro lembrou de levantamentos do setor de tecnologia da informação e comunicações, que projetam a possibilidade ampliar a participação, especialmente do segmento de softwares e serviços, ainda no curto prazo, conforme estimativas da Brasscom. “O setor de TI quer dobrar o PIB em cinco anos. É possível. Mas isso significa preparar mão de obra qualificada”, afirmou Marcos Pontes.

Segundo dados da Brasscom, se atualmente a formação profissional já sofre para dar conta dos novos postos de trabalho criados a cada ano, a partir de 2024 essa distância será significativa. Em cinco anos, a demanda chega 420 mil novos profissionais.

Raio-X do setor

Em um raio-X de dez anos do mercado de trabalho em tecnologia da informação no Brasil, a Softex mostra que esse é um dos setores com demanda contínua e crescente de mão de obra no país. Entre 2007 e 2017, período em que o desemprego no Brasil pulou de 7% para 13%, o setor de TI quase dobrou o número de profissionais no mercado formal: de 291,3 mil para 514,6 mil, um crescimento de 76%.

Segundo o relatório do Observatório Softex, são profissionais distribuídos entre empresas especializadas em serviços de TI e aquelas empresas que não são de tecnologia, mas precisam da TI no dia a dia. Conforme os números, essas últimas empregavam no fim de 2017, 310,4 mil profissionais, enquanto aquelas de ‘core’ TI outros 204,1 mil.

A trajetória, no entanto, mostra uma gradual mudança nesse perfil. Em 2007, as empresas tratadas como ‘TI in House’ empregavam 70% do total, então 203 mil. Mas enquanto nelas o crescimento foi de ‘apenas’ 53% nas vagas, naquelas de TI Core elas mais que dobraram (131%), de 88 mil para as mencionadas 204 mil.

“Pode-se inferir que a tendência de crescimento do número de profissionais de TI é mais sensível nos outros setores da economia (In House) do que nos setores tipicamente de TI (Core), pois apresentou queda em 2011, 2015 e 2016 enquanto que os empregados nos setores tipicamente de TI (Core) apresentaram queda apenas em 2016”, avalia a Softex.

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