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Telebras prorroga consulta pública para venda de capacidade satelital. Lançamento do SGDC é adiado por greve na Guiana
Por: Da Redação - 22/03/2017

Ainda não há data marcada para o lançamento do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), que deveria ter acontecido nesta terça-feira, 21/03, mas foi adiado em função de uma greve geral dos trabalhadores da agência espacial de Kourou, na Guiana Francesa. Uma nova data não foi ainda agendada pela estatal. Nesta quarta-feira, 22/03, a Telebras prorrogou ainda, até do dia 31 de março, a consulta pública que vem fazendo sobre a venda da capacidade de seu satélite.

A empresa pretende dividir a capacidade civil do equipamento em quatro lotes, um para uso da própria Telebras, e leiloá-los a operadoras interessadas. O edital entrou em consulta em 23 de fevereiro, e desde então vem recebendo comentários de empresas e sociedade. Segundo o diretor técnico-operacional e presidente em exercício da Telebras, Jarbas Valente, a estatal vai reservar uma pequena parte dos 56 Gbps disponíveis em banda KA e colocar o restante, 45 Gbps, em leilão.

A empresa afirma que vai responder a todos os questionamentos e observações em até um dia antes da publicação do edital de chamamento público que vai determinar a venda da capacidade. E pede para aqueles que ainda pretendam enviar sua contribuição, mandá-la pelo e-mail sgdc@telebras.com.br, identificando-se com nome, telefone e endereço, indicação do item da consulta questionado, e colocar no assunto do e-mail “Audiência Pública n 02 – Manifestações”.

“Os lotes foram desenhados para termos parceiros. Teremos lotes que vão encaixar grandes operadoras mundiais de satélite, que atendem residências ou não, e também desenhados para atender operadoras brasileiras, provedores de acesso a internet, sejam as grandes ou os pequenos, como operadoras de TV por assinatura que ainda não oferecem banda larga”, afirmou, em entrevista à imprensa.

O satélite vai ocupar a posição 75W brasileira. Terá 67 feixes sobre o Brasil, cinco gateways (quatro em uso e um de backup), e capacidade civil total de 58 Gbps, disponível em banda Ka. Outra parcela da capacidade (30%), já contratada pelo Ministério da Defesa, será fornecida em Banda X. O leilão de capacidade prevê a cessão de uso de 21 Gbps no lote 1, 12 Gbps no lote 2 e também 12 Gbps no lote 3. À Telebras ficará reservado o uso de 11 Gbps, que serão dedicados à entrega de serviços a governos em educação, saúde e segurança, e também a provedores regionais de internet.

O SGDC é o primeiro satélite geoestacionário brasileiro de uso civil e militar. Adquirido pela Telebras, o equipamento tem uma banda Ka, que será utilizada para comunicações estratégicas do governo e para ampliar a oferta de banda larga no país, especialmente nas áreas remotas, e uma banda X, que corresponde a 30% da capacidade do satélite, de uso exclusivo das Forças Armadas.

Com 5,8 toneladas e 5 metros de altura, o satélite ficará posicionado a uma distância de 36 mil quilômetros da superfície da Terra, cobrindo todo o território brasileiro e o Oceano Atlântico. A capacidade de operação do SGDC é de 18 anos.

Além de assegurar a independência e a soberania das comunicações de defesa, o acordo de construção do satélite envolveu amplo processo de absorção e transferência de tecnologia, com o envio de 50 profissionais brasileiros para as instalações da Thales Alenia Space, empresa responsável pela construção do equipamento, em Cannes e Toulouse, na França. São especialistas da Agência Espacial Brasileira (AEB) e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), entidades vinculadas ao MCTIC, além das empresas Visiona e Telebras.

*Com informações da Telebras e do MCTIC

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