PRESS RELEASE
20% da rede brasileira de internet já está em IPv6
Por: Press Release - 19/06/2017

Para que o Brasil possa entrar no mundo da Internet das Coisas (IoT, na sigla em inglês) uma das condições é que o IPv6 seja adotado 100% na rede de internet brasileira. O IPv6 é a versão mais recente do protocolo de internet (IP) usado na comunicação entre os computadores ligados à rede. Hoje, segundo o diretor de projetos do NIC.br, braço executivo do Comitê Gestor da Internet no Brasil, Milton Kaoru Kashiwakura, a adesão ao IPv6 no Brasil está em torno de 20%.

“O Brasil está acima da média mundial nesta questão, mas para que a Internet das Coisas possa acontecer será necessário que 100% da rede esteja em IPv6”, disse ele em uma palestra na 1ª Convenção Abranet, evento que foi promovido pela Associação Brasileira de Internet, na Bahia, de 13 a 15 de junho, e que reuniu provedores de acesso, conexão e serviços de todo o país.

Segundo Kashiwakura, já foram treinados mais de 7 mil técnicos em todo o País para fazer a migração do IPv4 para o IPv6. “Os grandes provedores de conteúdo já disponibilizam suas informações pelo IPv6”, disse. “Estamos agora em um trabalho de convencimento para que o conteúdo nacional, prefeitura, bancos etc, façam a migração”, acrescenta.

PTT – Na ocasião, Kashiwakura também falou como está o andamento do projeto OpenCDN, que trabalha para descentralizar o tráfego de internet no Brasil e colocar o conteúdo mais perto dos usuários finais, impactando na melhoria da velocidade e qualidade de acesso, além de custos.

As CDNs são redes próprias para distribuição de conteúdo, onde estão servidores caches espalhados em vários datacenters. As CDNs podem oferecer serviço de distribuição de conteúdo para terceiros ou serem montadas pelas próprias empresas. Google e Netflix, por exemplo, têm suas próprias CDNs.

O projeto OpenCDN procura estimular a criação dessas células de distribuição de conteúdo conectadas aos Pontos de Troca de Tráfego Internet (PTT) nas diversas regiões do Brail, algo que hoje está concentrado em São Paulo. Os provedores poderão instalar seus servidores de cache em datacenters em diferentes regiões do Brasil, conectados aos PTTs dos locais que estão sendo ‘subutilizados’.

Um projeto piloto, que será feito em Salvador, pretende estimular o compartilhamento das CDNs. “A atratividade de um PTT se dá pelo número de participantes, então queremos atrair as CDNs para que disponibilizem conteúdos e gerem atratividade para os pontos com menor número de participantes”, afirma. “Quanto mais participantes tivermos, menor será o custo para os provedores. O custo estimado varia de R$ 10 a R$ 5 cada mega. Dependendo do número de participantes, pode chegar a zero”, disse.

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