PRESS RELEASE
Eletropaulo irá organizar workshop para discutir compartilhamento de postes com provedores
- 28/06/2018

Diretoria e associados da Associação Brasileira de Internet (Abranet) receberam nesta terça (26/6) dois representantes da AES Eletropaulo para uma palestra e um debate sobre o compartilhamento de infraestrutura. Leandro Aquino e Jaqueline Nascimento, respectivamente gerente e gestora de clientes corporativos da empresa, solicitaram a ajuda da entidade para a elaboração do material que será usado em um workshop voltado para provedores sobre uso e compartilhamento de infraestrutura.

Eles também expuseram os motivos pelos quais a distribuidora irá iniciar, a partir de agosto, uma fiscalização rígida em sua área de concessão: 24 municípios da Região Metropolitana de São Paulo, incluindo a capital, com cerca de 1,2 milhão de postes.

"Existe um cenário de desordem nos postes por conta do excesso de cabos, muitos deles irregulares, de algumas empresas de telecom. A sociedade está insatisfeita e cobra a Eletropaulo, pois os postes são nossos e ela não sabe a diferença entre um cabo da Eletropaulo e um da empresa telecom. Recebemos 7 mil contatos por ano, pela linha do 0800, referentes a redes de terceiros", revelou Aquino.

União de forças – Segundo ele, questões de segurança são imperativas, pois há responsabilidades envolvidas. "No início do mês um homem que prestava serviço para uma empresa de telecom morreu eletrocutado em um poste em Tamboré, na Grande São Paulo. A questão não é apenas a proximidade entre os cabos das empresas de telecom e os de iluminação pública, problema que existe e é preocupante, mas também o treinamento muitas vezes precário que esses terceirizados recebem, e a forma também precária como realizam os serviços. Temos de unir forças para evitar que isso ocorra."

Do outro lado, muitos provedores que estão dentro da lei e querem se manter fiéis ao cenário regulatório não conseguem aprovar seus projetos de uso de postes junto à distribuidora – ou porque os postes já não têm capacidade de receber mais cabeamento, ou porque os projetos não atendem às especificações da Eletropaulo. 

"Temos registrado um percentual muito alto de rejeição de projetos de uso e compartilhamento de infraestrutura enviados por empresas que desejam utilizar os postes. Por isso, resolvemos organizar um workshop com elas. E queremos saber quais as principais dúvidas dos provedores com relação à elaboração desses projetos, o que pode ser melhorado no processo, se há dúvidas quanto às respostas da Eletropaulo aos projetos rejeitados. A Abranet pode nos ajudar muito nos dando esse feedback", resumiu Jaqueline. Ela afirmou que também pretende chamar outras entidades do setor para discutir a elaboração de um material que qualifique as empresas de telecom para a elaboração dos projetos de uso de infraestrutura, e que possa ser usado no workshop.

Possíveis soluções – O compartilhamento dos pontos de fixação é uma possível solução para permitir acesso à infraestrutura em um contexto de espaço escasso. Cada poste pode ter seis pontos de fixação de cabos e cada um deles pode ser compartilhado. Mas o compartilhamento deve ter a anuência da empresa que assinou o contrato com a Eletropaulo, considerada a responsável pelo ponto. Nesse sentido, uma das preocupações dos associados da Abranet é conseguir saber a quem propor um compartilhamento, já que boa parte dos postes está ocupada por cabos irregulares ou mesmo mortos (que foram substituídos, mas não foram retirados do local) e, nesse cenário, identificar as empresas regulamentadas e que têm contrato com a Eletropaulo não é uma tarefa simples.

De acordo com Aquino, esse cenário deverá mudar com a fiscalização. "Em três anos pretendemos fiscalizar 800 mil postes. Teremos mais de 30 turmas em campo para esse trabalho", adianta ele.

Para o presidente da Abranet, Eduardo Parajo, a abertura de um canal de comunicação com a Eletropaulo – e com outras distribuidoras – é muito positiva e importante para que sejam encontradas soluções para o acesso dos provedores à infraestrutura delas. "Temos de buscar formas de compartilhar a infraestrutura e os custos, pois o espaço é escasso. Não vamos conseguir usar as mesmas rotas se não encontrarmos maneiras de atuação conjunta."

Uma outra solução discutida foram as redes subterrâneas, que também devem ser feitas em conjunto, já que o compartilhamento divide custos e evita a realização de mais intervenções no subsolo do que o estritamente necessário. "É necessário estudar muito bem a possibilidade de redes subterrâneas, pois há inúmeras etapas para a aprovação da realização desse tipo de obra em um município como São Paulo", alertou Parajo, sugerindo que seja marcada uma reunião específica entre os associados da Abranet para a discussão do tema.

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