PRESS RELEASE
Segurança é principal desafio da Internet
Por: Admin - 29/10/2019

De acordo com estimativas da empresa de consultoria Gartner, em 2020 mais de 20 bilhões de dispositivos inteligentes estarão conectados à Internet, trocando informações e trazendo mais praticidade para as pessoas e aumento de produtividade nas empresas. Será que as redes hoje estão preparadas para essa tecnologia, principalmente em relação à segurança? Esta foi a principal questão levantada por Gilberto Zorello, coordenador de projetos do NIC.br, durante o Futurenet 2019, evento promovido pela Associação Brasileira de Internet (Abranet) no Futurecom 2019 (28 a 31 de outubro no São Paulo Expo). “Muitas vulnerabilidades podem ser resolvidas sem custos, apenas com a configuração adequada dos serviços, o uso de filtros disponíveis nos equipamentos e a adoção de boas práticas”, afirmou Zorello.

Ele explicou que, para ajudar a resolver os problemas de segurança na infraestrutura da Internet, o CGI.br e o NIC.br lançaram, em dezembro de 2017, o Programa por uma Internet mais segura, que se propõe a ajudar os operadores e os provedores de serviços a reduzir os incidentes gerados por vulnerabilidades e falhas de configuração, além de criar uma cultura de segurança. A iniciativa conta com o apoio da Abranet, Internet Society, SindiTelebrasil e ABRINT.

De acordo com Zorello, os ISPs (Internet Service Provider) podem ajudar a reduzir os ataques de DDoS (Distributed Denial of Service) implementando boas práticas que impeçam que suas infraestruturas e a de seus clientes sejam usadas para gerar ataques. Entre os motivos que tornam esses ataques tão potentes estão o tráfego de endereços forjados (spoofados), o abuso de serviços que permitem a amplificação de tráfego e a grande quantidade de equipamentos de redes sem preocupações com segurança. Entre as ações recomendadas estão a habilitação de filtro antispoofing, implementando mecanismos de egress filtering, que impedem a saída da rede de pacotes com endereço de origem pertencentes a uma rede reservada e que não faça parte de um dos blocos de endereços da rede interna.

Também no Futurenet 2019, Antônio Moreiras, gerente de projetos e desenvolvimento do Ceptro.br/NIC.br, abordou a importância dos PTTs (Pontos de Troca de Tráfego) na segurança e desempenho da Internet. “Muitos provedores se conectam a um PTT buscando reduzir o custo do megabits. Isso efetivamente ocorre, mas não é só isso, há outros benefícios até mais importantes”, disse Moreiras. Entre essas vantagens estão a maior velocidade e qualidade da conexão, melhor controle do tráfego e infraestrutura mais organizada e robusta.

Na opinião do executivo, o PTT é um ambiente colaborativo, dificilmente se tira o melhor proveito se as empresas participantes não estiverem dispostas a colaborarem entre si. “Como as redes dos provedores participantes estão interligadas, o tráfego IP flui diretamente, este tipo de relação se chama peering, que em geral é colaborativa e não comercial”, explica.

O IX.br (Brasil Internet Exchange) é o principal PTT brasileiro, iniciativa do GCI.br/NIC.br, que em julho completou 15 anos. Ele está presente em mais de 30 localidades, nas cinco localidades do País, e o volume de tráfego ultrapassa hoje 7 Tbps.

Em relação à segurança, todas as recomendações feitas no Programa por uma Internet mais segura, como por exemplo a adoção das ações propostas no MANRS (Mutually Agreed Norms for Routing Security) devem ser aplicadas pelos gestores dos participantes dentro do IX.br.

Enviar por e-mail   ...   Versão para impressão:
 

LEIA TAMBÉM:
12/11/2019
08/11/2019
31/10/2019
31/10/2019
30/10/2019
30/10/2019
29/10/2019
29/10/2019
29/10/2019
28/10/2019


Copyright © 2019         Abranet - Associação Brasileira de Internet         Produzido e gerenciado por Editora Convergência Digital