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Falta de infraestrutura e alto custo da conexão deixam escolas rurais sem internet
Por: Roberta Prescott - 16/07/2019

A falta de infraestrutura para acesso à internet e o custo da conexão são os principais desafios para a conectividade das escolas em áreas rurais, conforme apontou a pesquisa TIC Educação 2018, divulgada nesta terça-feira (16/07) pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), por meio do Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br) do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br). 

Apenas 34% das escolas possuem ao menos um computador com acesso à internet e a velocidade de conexão é baixa para permitir uso pedagógico, na faixa de 2 Mbps. Para 43% das escolas rurais, a falta de acesso à internet deve-se à falta de infraestrutura na região onde a instituição se localiza e para 24% é devido ao alto custo da conexão.

Ainda nas escolas rurais, 52% dos responsáveis afirmam que os professores levam o próprio dispositivo para desenvolver atividades com os alunos. A maioria dos responsáveis (58%) usam o telefone celular particular, sendo que 52% afirmaram que se tratava de um dispositivo próprio, não custeado pela instituição, para atividades administrativas, tais como acessar a páginas ou sites (49%), enviar mensagens por aplicativo (49%) e comunicar-se com a secretaria de educação (51%). Os porcentuais de 2018 são maiores que os verificados em 2017. 

Já nas escolas em áreas urbanas, a internet está praticamente universalizada, com 98% delas tendo ao menos um computador com acesso à internet. “Mas acesso à internet e a disponibilidade de dispositivos nas escolas ainda é desafio”, pontuou coordenadora da pesquisa Daniela Costa. “Quando olhamos as velocidades, 42% das escolas privadas têm acima de 11 Mbps enquanto nas públicas apenas 12%, mas existe uma proporção grande de diretores que não sabem a velocidade da internet”, completou o g erente do Cetic.br, Alexandre Barbosa.

Nas escolas públicas urbanas, 58% dos professores utilizam o celular em atividades com os alunos, sendo que 51% deles fazem uso da própria rede 3G e 4G para realizar estas atividades. Já nas escolas rurais, 58% dos responsáveis pelas escolas utilizaram o telefone celular para atividades administrativas.

Realizada entre os meses de agosto e dezembro de 2018, a pesquisa investigou o acesso, o uso e a apropriação das tecnologias de informação e comunicação (TIC) nas escolas públicas e particulares brasileiras de Ensino Fundamental e Médio, com enfoque no uso pessoal destes recursos pela comunidade escolar e em atividades de gestão e de ensino e aprendizagem. Em escolas urbanas, foram entrevistados presencialmente 11.142 alunos de 5º e 9º ano do Ensino Fundamental e 2º ano do Ensino Médio; 1.807 professores de Língua Portuguesa, de Matemática e que lecionam múltiplas disciplinas (anos iniciais do Ensino Fundamental); 906 coordenadores pedagógicos e 979 diretores. Em escolas localizadas em áreas rurais, foram entrevistados 1.433 diretores ou responsáveis pela escola.

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