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TIC Educação 2018 mostra papel dos professores para fomentar a cidadania digital
Por: Roberta Prescott - 16/07/2019

A internet é um ambiente de colaboração de todos, por isto, nele fomentam-se ações positivas e negativas. Por isto, é importante que as pessoas sejam instruídas para entender como se comportar no meio digital. “A cidadania digital é conjunto de aspectos que trazem uma abordagem mais crítica do uso das tecnologias no âmbito da educação”, explicou a coordenadora da pesquisa TIC Educação 2018 Daniela Costa antes de apontar que alunos e professores têm aprendido sozinhos sobre o uso de tecnologia.

Enquanto os alunos de 5º ano, que são crianças menores, reportam mais busca de apoio junto aos familiares, este apoio vai se modificado conforme os alunos estão mais maduros. “É importante frisar é que, mesmo não sendo a principal referência, os professores são mediadores e o ponto de apoio para os alunos no uso das tecnologias”, disse.

A pesquisa revelou que os professores estão buscando por conta própria o conhecimento sobre tecnologias. Ainda faltam programas de formação de professores de formas mais estruturadas. O aprendizado a partir de vídeos e tutoriais online passou de 59% em 2015 para 75% em 2018, porcentuais semelhantes entre professores que lecionam em escolas públicas e particulares. “A formação permite que os professores estejam mais bem preparados para apoiar e auxiliar os alunos na apropriação das tecnologias, enquanto recursos pedagógicos e no que diz respeito ao seu uso crítico, consciente e responsável”, destacou Alexandre Barbosa, gerente do Cetic.br.

Os professores seguem tendo papel relevante em validar as informações da internet e no uso seguro dela. Pela percepção dos professores, foi relatado que eles realizam ações como debate do uso seguro da internet e aqueles que lecionam para crianças mais novas reportam mais ações de orientação. “76% dos professores, nos últimos três meses anteriores à realização da entrevista, buscaram por forma de aprimoramento acerca do uso das tecnologias na educação. Em 2018, acrescentamos questão específica sobre este assunto. Entre os de maior porcentual estão as formas de aprimorar o uso das tecnologias em práticas pedagógicas, em sua disciplina de atuação, busca por formas de apoiar os alunos no melhor uso das tecnologias, seja internet ou dispositivos”, destacou Daniela Costa.  

A pesquisa mostrou que, entre os professores, 38% afirmam já ter apoiado algum aluno a enfrentar situações incômodas na Internet, como, por exemplo, bullying, discriminação, assédio, disseminação de imagens sem consentimento, entre outras. Para 44% dos alunos de escolas urbanas, os professores são considerados fontes de informação sobre o uso de tecnologias.

Ainda de acordo com a pesquisa, 48% deles afirmam que os professores os auxiliaram a utilizar a Internet de um jeito seguro e 39% que os professores falaram sobre o que fazer se alguma coisa os incomodar na Internet. “As dinâmicas de uso das tecnologias digitais vivenciadas por alunos e professores fora da escola ultrapassam os muros e emergem nas discussões ocorridas também em sala de aula”, reforçou o gerente do Cetic.br.

A TIC Educação 2018 revela ainda que 51% dos alunos afirmam que os professores os orientaram a comparar informações em sítios diferentes e 57% que os professores disseram quais sítios deveriam utilizar para fazer trabalhos escolares. “É importante que alunos e professores contem com formas de apoio e fontes de referência para a extração de mais e melhores oportunidades de utilização destes recursos. As políticas educacionais, especialmente públicas, são muito relevantes para a integração da educação para a cidadania digital ao currículo das escolas”, completou Barbosa.

No que se refere à proteção de dados pessoais online, 59% dos coordenadores pedagógicos buscaram cursos, palestras e fontes de informação sobre a disseminação de dados dos alunos e da escola na Internet — este foi um indicador coletado pela primeira vez pela pesquisa.

A presença das escolas na Internet também foi investigada: 67% das escolas públicas possuíam perfil em redes sociais. Entre as escolas particulares essa proporção é de 76%, bem como 47% delas possuem ambiente virtual de aprendizagem. Para Barbosa, aém de indicar uma presença significativa das escolas em plataformas on-line, os dados sugerem a relevância da inserção das tecnologias no currículo também como objeto de debate. “O tema da proteção de dados é um exemplo. Embora já tenhamos uma Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD), que entra em vigor no ano que vem, a sua disseminação e o seu conhecimento pelos atores escolares ainda representa um desafio a ser enfrentado pelas políticas educacionais”, pontuou Barbosa.

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