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Pesquisa aponta que empresas estão despreparadas para a nova regulação europeia de proteção de dados
Por: Redação - 14/11/2017

Uma pesquisa do SAS sobre os desafios que as empresas terão de enfrentar para cumprir as normas do Regulamento Geral de Proteção de Dados (GDPR - General Data Protection Regulation) mostrou que menos da metade das empresas consultadas têm um plano estruturado para cumprir as normas do GDPR.

A pesquisa foi feita com 340 executivos de diversas indústrias e mercados e revelou que menos da metade das organizações consultadas (45%) possuem um plano estruturado para entrar em conformidade com a nova regulamentação e mais da metade (58%) indicam que não estão totalmente conscientes das consequências quanto ao não cumprimento das normas.

Proposto em 2012 e aprovada quatro anos depois, o GDPR entrará em vigor em maio de 2018, inicialmente nos países da União Europeia, e exigirá que as organizações se tornem responsáveis ​​pela proteção dos dados de seus clientes, informando como e onde eles são armazenados e processados.

Em nota, o gerente de soluções de negócios do SAS, Arturo Salazar, apontou que muitas empresas simplesmente não sabem por onde começar para se tornarem compatíveis com o GDPR. Segundo ele, a recomendação é iniciar com uma estratégia sólida de governança de dados para garantir que as tecnologias e as políticas estejam em vigor e permitam entender completamente onde seus dados estão armazenados e quem tem acesso a eles.

A maioria dos entrevistados percebe que o GDPR terá um grande impacto em suas empresas, mas 42% não estão plenamente conscientes desse impacto. Além disto, apenas 45% das organizações possuem um processo estruturado para cumprir o GDPR, mas apenas 66% acham que esse processo levará a uma conformidade bem-sucedida. Em nota, o SAS apontou que, na verdade, muitos admitem não saber como determinar se são compatíveis ou não com a regulamentação.

A pesquisa revelou ainda que as grandes companhias, aquelas com 5 mil funcionários ou mais, estão mais bem equipadas para lidar com o GDPR, com 54% estando consciente do impacto sobre os negócios, contra apenas 37% das pequenas empresas. Somente 24% das empresas fazem uso de uma consultoria externa para se tornarem compatíveis com o GDPR, enquanto 34% das que possuem um processo estruturado contratam uma consultoria externa com mais frequência.

Com relação às empresas de governo, a pesquisa apontou que apenas 26% delas estão conscientes do impacto do GDPR, sendo este o porcentual mais baixo de qualquer segmento da indústria.

Com o GDPR, as pessoas têm o direito de pedir que seus dados sejam apagados ou transferidos para outra empresa. Isso traz questionamentos sobre as ferramentas e processos que as organizações precisam programar. Para 48% das empresas consultadas, só o fato de encontrar dados pessoais em seus próprios bancos de dados já é visto como um desafio. Nesses casos, o cumprimento das regras do GDPR será uma tarefa ainda mais relevante.

Entre as empresas pesquisadas, 58% delas têm problemas para gerenciar a portabilidade dos dados e o chamado direito de ser esquecido. Controlar o acesso aos dados pessoais também é um desafio a ser levado em conta. Grandes organizações e instituições financeiras são as que têm mais dificuldade em encontrar dados pessoais armazenados em seus bancos de dados se comparadas a outras empresas.

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