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BNDES cobra governança e gestão das empresas de Internet para abrir acesso a crédito
Por: Roberta Prescott - 06/06/2018

As empresas de internet precisam modernizar a sua gestão para conseguirem financiamento junto aos órgãos governamentais. A ressalva foi feita pelo diretor do departamento de TIC do BNDES, Ricardo Rivera. Segundo ele, as empresas de Internet devem seguir o caminho de formalização e da melhoria da gestão. “Não tem como um órgão público financiar quem não tem governança, gestão e não audita os demonstrativos financeiros”, sinalizou, ao apresentar o que o banco tem feito para fomentar o acesso ao crédito por parte dos ISPs.

Até 2019, o BNDES quer ter estabelecido um plano de fomento estratégico em conjunto com o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC); alcançar a marca de dez financiamentos diretor; ter um parceiro nacional e três regionais para o Fundo Garantidor para Investimentos (FGI); contar com novo produto para operações a partir de R$ 1 milhão; ter estudo sobre a viabilidade de fundos específicos e usar o FUST reembolsável.

Rivera explicou, em palestra no Encontro Nacional Abrint 2018, que acontece em São Paulo, que, no segundo semestre, será feito um piloto do novo produto está sendo elaborado que prevê plano de investimentos a partir de R$ 1 milhão. “O produto é inovador por quebrar etapas do processo e deixa-lo mais ágil. O trâmite será simplificado, sem balanço auditado para entrada”, explicou.

Outra iniciativa do banco é colocar o Finem Telecom para R$ 10 milhões. Atualmente, o programa de financiamento é a partir de R$ 20 milhões para a universalização da banda larga e para a expansão e modernização da infraestrutura de telecomunicações. Além disto, o BNDES quer expandir parcerias e FGI para usar o fundo para garantir operações mais arriscadas no BNDES. “Para 2019, entendemos como fundamental o compartilhamento de risco de crédito com o agente financeiro. Uma experiência piloto será feita com ABDE”, disse.  

Ao comentar o status atual de financiamento, Rivera apontou que cinco provedores estão em processo de análise de investimentos diretos e que foram realizadas reuniões positivas com dois agentes financeiros para uso do Fundo Garantidor para Investimentos (FGI). “Se viabilizado, o Fust reembolsável será o principal instrumento”, salientou. Ao participar do evento da Abrint, o ministro da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações, Gilberto Kassab, se disse 'frustrado' pelo fato de o BNDES não conseguir liberar linhas de financiamento aos provedores Internet.



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