NOTÍCIAS
Empresa passa 4,3 km de fibra ótica em 22 dias com microvalas
Por: Roberta Prescott - 18/12/2018

Ainda em início de adoção no Brasil, as microvalas têm permitido uma instalação mais rápida de redes de fibra ótica. Contratada por uma grande emissora de televisão, a Porto Seguro Cortes e Furos implantou 4.300 metros lineares de microdutos interligando prédios da empresa no Rio de Janeiro em 22 dias úteis. O tempo, ressaltou Gilberto Giassetti, responsável pela empresa e obra, só foi possível porque foram feitas microvalas.

“A área tem trânsito intenso, passando em frente de hospital. Não se pode impedir passagem de veículos durante as obras em um local de grande fluxo, então, boa parte dos trabalhos foi feita à noite”, contou. Em média, foram instalados 200 metros lineares de microdutos por dia. “Pelo nosso processo, abrimos a microvala, lançamos o microduto e fechamos. Ao final, a rua fica sem vestígio de obra. Não dá tempo nem de o morador reclamar que tem obra na frente da casa dele. Isto não gera estresse com a população do bairro”, ressaltou Giassetti.

Durante o Futurenet, evento da Abranet realizado no Futurecom 2018, Giassetti havia explicado, em entrevista em vídeo que as valas convencionais são mais largas e eram usadas até hoje, porque não havia nenhuma outra tecnologia.  “Agora está sendo introduzida no Brasil a microvala, que é uma vala bem mais estreita, com 20 milímetros de largura e 400 milímetros de profundidade.”

As microvalas aparecem como alternativa para instalar cabos em áreas nas quais as redes atuais aéreas e terrestres estão saturadas. “A microvala vai ao encontro de resolver a questão do espaço e interfere pouco no dia a dia do local onde ela está sendo instalada”, explicou.

Para Giassetti, a obra do Rio de Janeiro é um caso de sucesso da instalação de redes usando microvalas e microdutos, porque é mais rápida e gera menos entulho. “Como a vala é pequena, não tem troca de material como na vala comum, que tem de fazer escavação, colocar tapume, tirar material, concretar o duto, voltar com o material e compactar. No caso da microvala, não tem troca de material, porque são 2 cm de largura e 300 milímetros de profundidade”, detalhou.

Giassetti admite que o custo das microvalas não dá para competir com o da rede aérea, mas ressalta que, se houver compartilhamento entre as empresas, o uso é viabilizado. “É mais cara que a rede aérea, mas custa menos da metade do preço da vala convencional”, disse.

Ainda que o sistema seja novo no Brasil e esteja em fase de expansão, Giassetti acredita que as microvalas e dutos vão se popularizar. “Já existem fabricantes do microduto e microfibra no Brasil, então, não tem dificuldade em conseguir materiais e empresas que façam isto. Hoje, o Brasil tem domínio desta tecnologia.”

Enviar por e-mail   ...   Versão para impressão:
 

LEIA TAMBÉM:
16/04/2019
29/03/2019
27/03/2019
26/03/2019
25/03/2019
27/02/2019
26/02/2019
20/02/2019
19/02/2019
04/02/2019
EDIÇÃO 26
nov-dez 2018 / jan 2019
Estudo da Abranet revela a existência de um universo díspar entre os prestadores, o que impõe desafios à regulamentação mínima necessária para manter o mercado estruturado e o limite aceitável para a sobrevivência das empresas.
E muito mais...
VEJA MAIS EDIÇÕES


Copyright © 2019         Abranet - Associação Brasileira de Internet         Produzido e gerenciado por Editora Convergência Digital