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IoT vai além da conectividade a abre a fronteira da segurança da informação
Por: Por Roberta Prescott* - 15/03/2019

Enquanto serviços relacionados à internet das coisas (IoT) tendem a ocupar um espaço cada vez maior na agenda das operadoras, o mesmo não deve ocorrer para blockchain. Ao falar por videoconferência com a imprensa nesta quinta-feira 14/03, durante o anúncio que a Vivo Empresas incorporou a ElevenPaths, unidade global de segurança cibernética do Grupo Telefónica, à estratégia brasileira, Chema Alonso, Chief Data Officer (CDO) da Telefónica e que entrou na companhia com a aquisição da ElevenPaths, destacou que IoT é chave na infraestrutura da Telefónica e ressaltou que a empresa leva anos desenvolvendo diferentes produtos e soluções para isto.

Chema Alonso se auto-define como um hacker, mas não um cibercriminoso e tem a missão de massificar a inteligência artificial nos negócios da operadora globalmente. "Tem negócio forte no que é IoT para a indústria e não para apenas para prover a conectividade, mas para gerenciar e proteger os dispositivos de IoT", acrescentou. Alonso explicou que internet das coisas está, cada vez mais, se entrelaçando nas companhias de maneira natural e que segurança é fundamental para que IoT não represente um problema. No entanto, o especialista não divide o mesmo entusiasmo com blockchain, ainda que esteja avaliando a tecnologia desde o ponto de vista de inovação e estamos avaliando tanto para uso interno como para clientes. Alonso adiantou que tem um projeto que usa blockchain para dar valor aos dados dos clientes.

"Estamos trabalhando nesta linha, mas, no tema de segurança, blockchain, está agora mesmo, em um ponto de controvérsia. Estamos vendo como os estudiosos da segurança estão colocando em dúvida a robustez para criar soluções de segurança. Estão encontrando problemas de escalabilidade, latência e vendo ataque de 51%", que alguém pode colapsar toda a rede de blockchain e tomar o controle", explicou.

Questionado sobre as tecnologias que enxerga como tendências no curto prazo, Chema Alonso apontou o avanço de computação em nuvem, que permite grandes capacidades computacionais a custos acessíveis e elásticos; soluções de big data que estão maduras e que permitem administrar grandes quantidades de dados e tirar informação em tempo útil; e a evolução dos algoritmos de inteligência artificial.

"Cremos que todas as tecnologias que são muito maduras chegaram para ficar e estender-se por todos os cantos da companhia. E estamos usando para mil coisas. Um dos projetos que ainda não apresentamos é como usar IA para reconhecer uma pessoa usando todos os dados públicos e não apenas pela biometria da face, mas com a soma de vários aspectos: como anda, pelos gestos, por como segura o celular", adiantou. Mas Chema Alonso aproveitou para lamentar o fato de Inteligência Artificial, machine learning, computação em nuvem e big data estarem sendo usados para atacar a sociedade por meio da criação de notícias falsas. 

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