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Tecnologia responde por quase 40% dos profissionais ligados à economia criativa
Por: Da Redação da Abranet - 28/06/2019

A economia criativa, aquela que utiliza a inventividade para a geração de valor econômico, movimentou R$ 171,5 bilhões em 2017 no Brasil, segundo mapeamento feito pela Federação das Indústrias do Rio de Janeiro, Firjan. O PIB Criativo representou 2,61% de toda a riqueza produzida no território nacional e contava com mais de 800 mil trabalhadores formais no período. O crescimento da indústria criativa está ligado à transformação digital e à valorização da experiência do usuário.

Entre as áreas que demonstram perspectivas de bom desempenho está a Tecnologia. Atividades ligadas à criação de software, sistemas, consultoria em TI e robótica, além de desenvolvimento experimental e pesquisa são áreas nas quais a cadeia de Economia Criativa já está instalada. Para o engenheiro Luiz Fernando Durão, professor da ESEG – Escola Superior de Engenharia e Gestão – quem quer empreender precisa entender que o foco deve ser no usuário. "O empreendedor deve entender as verdadeiras dores do consumidor e estar disposto a abandonar ideias", diz o especialista em Inovação.

As carreiras que se destacam nesse cenário estão ligadas às Engenharias. A forte base analítica dos cursos favorece a inserção em ramos voltados à tecnologia. Empresas como Google, Amazon, Facebook, Netflix e Spotify têm a inovação e a criatividade como pilares do negócio.  Na ESEG, a disciplina de Empreendedorismo consta na matriz curricular obrigatória dos cursos de Administração, Engenharia de Produção e Engenharia de Computação. A faculdade mantém ainda o Núcleo de Empreendedorismo, iniciativa de fomento à criação e gestão de empresas. Através do Núcleo, o aluno tem acesso a palestras, cursos, workshops e atividades para complementar sua formação na área.

A construção de cidades inteligentes é outro campo que oferece oportunidades de negócio. A elaboração de planos de mobilidade urbana, por exemplo, passa necessariamente pelas mãos de engenheiros e a economia criativa não pode mais ser desconsiderada nesse cenário. O uso de meios de transporte compartilhados, por exemplo, já é uma realidade nas grandes cidades brasileiras. 

As soluções para tornar as cidades inteligentes incluem inovações nas áreas de mobilidade urbana, atendimento ao cidadão, saúde pública, educação, Tecnologia da Informação, sustentabilidade, segurança e economia. Startups de compartilhamento de veículos, robôs de atendimento inteligente, plataformas que realizam diagnósticos médicos através de imagens, soluções de tratamento de lixo, de iluminação, de monitoramento... a lista é extensa e surgem soluções criativas para os problemas existentes a todo o momento.

Segundo a Firjan, a busca por profissionais digitais e inovadores cresceu e o mercado de trabalho abriu nos últimos anos mais de 24 mil postos de trabalho. O setor de Tecnologia é responsável por empregar 37,1% dos profissionais que atuam com Economia Criativa. O salário médio de criativos que trabalham com Tecnologia é de R$ 9.518 por mês, de acordo com o "Mapeamento da Indústria Criativa no Brasil".

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