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Segurança faz cabeamento subterrâneo ganhar mais espaço nas grandes cidades
Por: Redação da Abranet - 14/08/2019

O cabeamento subterrâneo vem se tornando a cada dia uma realidade nos grandes centros urbanos do Brasil. De acordo com o coordenador técnico da Fibracem, indústria especializada no setor de comunicação óptica, Marco Giannetti, a mudança para este modelo de infraestrutura de rede não altera a eficiência da transmissão dos dados.

Ele explica que esse modelo se diferencia pelo tipo de cabos, que necessitam de uma atualização no design construtivo e nos materiais das proteções que as fibras devem ter para não assimilarem os esforços durante os processos de instalação e operação. Entre os benefícios, a empresa aponta aumento na segurança, visto que há redução de casos de rompimentos acidentais, como os causados por ventos, chuvas fortes, descargas elétricas ou colisão de caminhões. 

Em nota à imprensa, Giannetti destacou que o cabo subterrâneo atual é dimensionado para suportar um esforço de tração máximo equivalente a duas vezes o seu peso por quilometro, enquanto o cabo aéreo suporta o esforço igual a 1,5 vezes o seu peso por quilometro para instalações em vão de 80 metros, duas vezes para vão de 120 m e três vezes para vão de 200 metros.  

De acordo com a Fibracem, o sistema de cabeamento subterrâneo é utilizado em países desenvolvidos há vários anos. Dentre as vantagens práticas, estão, por exemplo, a redução de uma manutenção constante, além de possibilitar uma "despoluição" visual. Entretanto, acrescenta o técnico, foi nos últimos anos que o Brasil passou a pensar neste novo molde, porém, não avançou como se esperava devido aos altos custos envolvidos no modelo tradicional. 

Giannetti afirma, também, que se tratando das emendas de fibra óptica, mesmo com o cabeamento subterrâneo, continuarão sendo usadas algumas dos modelos atuais. Segundo ele, existem no mercado caixas de emenda (CEO) com fechamento termo contrátil (SVT) ou mecânico (SVM), já homologadas pela ANATEL para uso subterrâneo ou aéreo. No novo modelo, detalha, a tendência é reduzir a área ocupada nas instalações subterrâneas com o uso de microcabos em microvalas a exemplo dos países mais avançados no uso dos cabos ópticos.  

O coordenador técnico enfatiza que com a redução das aéreas ocupadas há redução nos custos de implantação, pois não há mais a necessidade da abertura das atuais valas com amplas dimensões que causam grandes transtornos no dia a dia das pessoas, além de serem muito onerosas. As valas para os microcabos possuem a largura máxima ao redor de cinco centímetros no máximo e uma profundidade por volta de 40 centímetros.  

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