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Fundo busca empresas de internet para aquisições
Por: Roberta Prescott - 22/10/2019

O fundo Light Wave Capital busca empresas de internet para fazer aquisições. Fundado por Ricardo Montes, que atuava no setor de telecomunicações, o fundo foi constituído, em junho deste ano com investimento de instituições estrangeiras e tem sede em Florianópolis (SC). No total, são 15 investidores, entre brasileiros, europeus e estadunidenses.

Em entrevista à Abranet, Montes adiantou que pretende assinar o primeiro cheque para fazer aquisição no valor entre R$ 50 milhões e R$ 150 milhões e que já tem uma lista de firmas em avaliação. “Pode ser uma empresa ou várias, no esquema de rollups”, disse. Rollups é quando algumas empresas se unem para fazer uma venda conjunta.

O fundo buscar adquirir, preferencialmente, 100% das companhias, mas, em alguns casos, pode considerar a compra de um porcentual menor, de 80%. No radar, estão firmas que faturem de R$ 40 milhões a R$ 100 milhões. “Tem de ter fibra ótica no lugar certo, ou seja, um ativo bem-posicionado, para que a partir dele possamos crescer para gerar retorno sobre os investimentos”, detalhou o gestor.  O objetivo é criar uma plataforma de fibra ótica no Brasil para prover serviços de banda larga.

De acordo com Montes, estão sendo analisadas empresas em todo território brasileiro, mas em lugares fora dos grandes centros urbanos. “Estamos olhando o interior do Brasil inteiro e regiões metropolitanas de capitais do Nordeste”, disse. 

Na leitura dele, há um universo dos empresários dispostos a vender suas empresas e existe clima para uma consolidação do setor. Ainda há, contudo, uma grande informalidade, mas o mercado, de acordo com ele, está se educando. “É comum vir empresário até nós para vender, mas, em muitos casos, eles não estão assessorados ou estão mal assessorados. A gente faz papel de educador, de dizer que tem de se preparar, contratar time, ter uma tese de venda crível e organizar a contabilidade da casa”, relata. 

Montes acredita que o mercado irá amadurecer e que, dentro de alguns anos, as empresas estarão muito mais prontas para processos de fusão e aquisição (M&A, na sigla em inglês). “A consolidação começou há pouco tempo e as empresas ainda não sabem o que o investidor quer e não em noção de valuation, de quanto o mercado está disposto a pagar.”

No radar

O fundo Light Wave Capital busca empresas que tenham rede de fibra ótica, que possuam um “número interessante de clientes”, faturamento de R$ 40 milhões a R$ 100 milhões e margem EBITDA acima dos 35%, que é média do mercado para empresas de fibra ótica. No que se refere ao backbone, é interessante se tiver planos de expansão como chegando a novas cidades. Contudo, o tamanho do backbone não é o fator mais importante.  

Com relação à saída do fundo, a ideia é que o Light Wave Capital fique alguns anos à frente da empresa adquirida para que ela cresça e gere o retorno almejado. “Vamos ficar alguns anos operando a empresa, mas é difícil precisar quantos”, disse. 

De acordo com Ricardo Montes, o fundo está montando um time para operar a empresa ativamente, com criação de conselho de administração e implantação de práticas de governança corporativa. “Eu vou ser o CEO e já identifiquei pessoas no mercado que poderiam entrar na empresa conosco”, adiantou. Atualmente o Light Wave Capital tem duas pessoas no time brasileiro: Montes e Lucas Rosa.  

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