PRESS RELEASE
Futurenet 2019 discute tendências do mercado
Por: Redação da Abranet - 29/10/2019

Os desafios da transformação digital e como a tecnologia vem transformando os mercados e o mundo dos negócios. Este foi o tema da palestra de Allan Kelman Ajus, CEO da Telecall, no Futurenet 2019, evento promovido pela Associação Brasileira de Internet (Abranet) no Futurecom 2019 (28 a 31 de outubro no São Paulo Expo). Segundo o executivo, se voltarmos no tempo até 1999, entre as dez maiores companhias do mundo, as empresas de tecnologia eram basicamente fornecedoras de infraestrutura. “O que vemos hoje é que as cinco maiores empresas são fornecedoras de plataforma, como a Microsoft, Amazon, Apple, Alphabet e Facebook. Elas não vendem simplesmente um serviço, mas criam ecossistemas em que vários parceiros participam”, disse.

Outra curiosidade apontada por Ajuz é que vem caindo a média de idade das 500 maiores empresas listadas no S&P 500, que antes era de 60 anos e hoje está abaixo de 20 anos, com tendência para 12 anos. “Há uma lista enorme de empresas que têm crescido muito rápido, os chamados unicórnios”, comentou. Outra tendência verificada são empresas abrindo seu leque de negócios e entrando em novos mercados. “A Amazon, que é o maior operador logístico dos EUA, abriu novos centros de distribuição. Usando isso como um negócio, qualquer um pode abrir uma empresa e não ter um inventário próprio, ele tem tudo na Amazon, sem necessariamente vender por lá”, diz.

Para Ajuz, os grandes desafios das empresas para prover uma transformação digital são: mudar a cultura corporativa, ter uma estratégia digital, a colaboração entre os departamentos, a distribuição de recursos e o entendimento do que o cliente deseja.

Chegada do 5G – No ano que vem, mais de 80% do tráfego na Internet será de vídeo, um aumento de 1.000% em relação a 2015. Isso tem um impacto importante na velocidade da rede, tanto de download quanto de upload. “Em 2017, foram vendidos 24 bilhões de equipamentos Wi-Fi no mundo. Dentro desse universo há dispositivos de baixa qualidade, que não respeitam espectros e interferem no desempenho de todos os usuários”, disse Leandro Kuhn, CEO da L8 Group, que falou sobre a tecnologia 5G e o futuro das redes FTTH (fibra óptica).

Segundo ele, no próximo ano começa a regulamentação do 5G, tecnologia que oferece taxas de até 10 Gbps, com latência abaixo de 1 ms para aplicações críticas. Isso multiplicará em 100 vezes o número de dispositivos conectados à rede. Mas para que o serviço funcione, será necessário aumentar o número de antenas entre 10 a 100 vezes, chegando a 150 sites por Km².

Khun defendeu em sua palestra que os provedores que utilizam fibra óptica adotem uma política semelhante aos das concessionárias de energia elétrica, em que só uma empresa passa o cabo e instala os equipamentos, de forma que vários provedores possam usar a mesma infraestrutura.

Quando a velocidade da Internet fica lenta, o usuário geralmente culpa o provedor, mas algumas vezes pode ser problemas no equipamento Wi-Fi, seu ou do vizinho, que está interferindo no sinal. “O custo médio para o provedor resolver um problema Wi-Fi é de 26 dólares, o que traz grande impacto nos custos das empresas”, diz.

O executivo ainda mostrou a tecnologia Nokia Wireless PON, que deve chegar ao Brasil no segundo semestre de 2020. “Basicamente se tem um OLT com fibra óptica e um access point PON no poste perto do usuário. Isso acaba com a necessidade da fibra óptica entrar na casa do assinante. Cada access point se comunica com até oito casas”, explicou.

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