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Futuro das redes IP passa pela plataforma Open Source
Por: Roberta Prescott - 13/12/2019

Inteligência artificial, egde computing, big data, robótica, computação em nuvem, internet das coisas, biotecnologia e blockchain são exemplos de novas tecnologias que estão mudando a maneira que empresas e pessoas interagem. E são elas também que forçarão a evolução das redes IP.

“5G é uma das grandes soluções que vai puxar a mudança na rede porque ela traz diversos serviços baseados em nuvem. Com 5G, também teremos a desagregação, o controle SDN (Software defined network) e toda a parte de orquestração, pois sem isso não seremos capazes de implantar 5G”, ressaltou Rafaela Werlang, da Ciena, em palestra no IX Forum 13, realizado na 9ª Semana de Infraestrutura da Internet no Brasil, ocorrida em São Paulo.

Ela explicou que a próxima geração de rede exige redes mais adaptativas, orquestração e automatização da parte de análise e uma inteligência centralizada. Além disso, Werlang ressaltou a necessidade de se abraçar e aceitar a transformação digital. “Começa com SDN e NFV, passa pela simplificação da rede com equipamentos mais simples, leves e escaláveis, com zero touch networks e sendo autoconfiguráveis”, disse.  

Segundo ela, as dificuldades enfrentadas com a rede IP tradicional obrigará a mudança. “Teremos cada vez mais novas aplicações e muitas que ainda nem conhecemos. A camada três tem de ter mais capacidade e estar mais próxima do usuário.” Outro desafio é achar o ponto de equilíbrio entre investimentos em melhorias da rede e faturamento, uma vez que o tráfego de dados continua crescendo de forma acelerada, mas ninguém aceita pagar mais pela internet.  

Legado da rede IP atual 

A rede IP tradicional foi desenhada para ser escalável em termos de clientes. Ela tem arquitetura e topologia rígidas; é centrada no hardware e tem aplicações proprietárias sem interoperabilidade. “É complicado fazer o interworking entre fornecedores diferentes”, disse, antes de apresentar como devem ser as novas redes IP.

Rafaela Werlang explicou que elas são capazes de escalar não somente por clientes, mas também por recursos sob demanda; possuem arquitetura e topologia fluidas e que se adaptam a sites e redes; são centradas e baseadas em software; e tem como característica a desagregação entre data planning and control planning. “Esta nova arquitetura IP não é simplesmente um hardware ou uma caixa, é uma nova arquitetura completa. Não precisa ter rede inteira de um único vendor; é uma open hardware plataforma e open-sourced software innovation.” 

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