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Aderir a um IX internacional exige a adoção de boas práticas
Por: Roberta Prescott - 16/12/2019

Para integrar e operar em pontos de troca de tráfego (IX, na sigla em inglês) internacionais deve-se contar com uma equipe técnica qualificada para a função. O alerta foi feito por Leonardo Cesar Almeida, da Globenet Cabos Submarinos, que falou sobre boas práticas para conexão de ISPs aos IXs internacionais no IX Forum 13, realizado na 9ª Semana de Infraestrutura da Internet no Brasil. “O serviço de troca de tráfego internacional exige gente qualificada para fazer isto. Não é algo que faz, esquece e dali a três meses olha de novo”, disse. 

A conexão internacional atrai os ISPs por facilitar o acesso ao conteúdo sem a necessidade de se criar empresa no exterior. Além disso, as empresas buscam diferenciar suas ofertas de serviços IP para competir com grandes operadoras, como, por exemplo, para atender demandas de cloud servers, videoconferência, IPTV e arenas de games.

Mas, se por um lado participar da conexão aos IXs internacionais traz benefícios de uma boa conexão e melhor acesso ao conteúdo, por outro, há desafios a serem endereçados e torna-se fundamental adotar boas práticas. “O que todos procuram numa conexão internacional é buscar conteúdo e redes remotas, mas é preciso treinar e se preparar”, reforçou Almeida. 

Entre os pontos de atenção para as políticas de BGP indicados por Almeida estão o informe, durante a ativação, de um endereço IP para executar os testes de quarentena. Após as verificações de quarentena, deve-se configurar os endereços IPv4 e IPv6 definitivos para estabelecer as sessões BGP com os route-servers, normalmente, com as duas pilhas funcionando na mesma VLAN.   

Quando estabelecer a sessão BGP pela primeira vez com os route-servers recomenda-se que a política de import faça o descarte de prefixos recebidos e a política de export anuncie apenas um prefixo para efeito de testes e também para minimizar o impacto nas redes. “A configuração de políticas de import e export para a conexão a IX local (PTT IX.br) devem ser diferentes de IX remoto”, alertou. “Não faz sentido buscar conteúdos brasileiros ou que estão disponíveis aqui em IX remoto, deve-se descartar estes prefixos”, acrescentou.

Para verificar se o peering direto foi vantajoso, Almeida recomenda observar aspectos como latência, diminuição do AS-PATH e as características do conteúdo e benefícios de uma conexão em camada dois. “Uma conexão a um peering internacional soma ao que você já tem”, resumiu. 

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