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Entrar em LTE aumenta oportunidades de negócio para ISPs
Por: Roberta Prescott - 30/11/2015

Adquirir faixas de frequências no próximo leilão que será realizado pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) dia 10 de dezembro abre a possibilidade para os provedores de Internet trabalhar com a tecnologia Long-Term Evolution (LTE). Além de prover acesso à internet, Eduardo Neger, diretor da Abranet, explica que os ISPs podem usar LTE para outras aplicações, como, por exemplo, construir uma rede privada de comunicação para segurança, com vídeo e voz, algo parecido com o sistema de trunking. Eles também podem colocar um terminal na casa do cliente para ofertar voz sobre IP (VoIP).   

Desde que a Anatel divulgou o edital de licitação do leilão para uso de radiofrequência nas faixas de 1.800 MHz, 1.900 MHz e 2.500 MHz, os provedores de Internet viram que os preços baixos estavam ao seu alcance. “O valor está muito baixo. Tem frequência para 15 anos, podendo ser prorrogados por mais 15 anos e tem município onde o lance mínimo é R# 2 mil reais e pode parcelar”, aposta Neger. 

De fato, o próprio presidente da agência, João Rezende, defende que os ISPs estão no foco do leilão de sobras, devido aos preços atrativos — em 4,3 mil municípios, os valores estão abaixo de R$ 10 mil ou R$ 15 mil, com três anos de carência, sete anos para pagar e 3% de juros ao ano.  

Estratégia

Comprar a faixa frequência não obriga os ISPs a implantar uma rede LTE, uma vez que a Agência não estipula a tecnologia que deve ser usada para ofertar os serviços — ainda que LTE seja o mais recomendável por fazer melhor uso do espectro. Existe, sim, a obrigatoriedade de entrar em operação dentro do prazo de 18 meses.

Há, inclusive, a oportunidade de usar a frequência para WiMAX ou outra tecnologia de rádio. “Para quem atende com fibra ótica talvez  não faça sentido atender com as duas tecnologias no mesmo ponto, mas [com a frequência] consegue ir para área rural e complementar a cobertura]”, explica Neger. Para o diretor da Abranet, o ISPs pode fazer planejamento para usar uma tecnologia mais barata no curto prazo, enquanto LTE amadurece.

Os provedores de Internet precisam ficar atentos ao fato de que o leilão abre brecha para competidores entrarem em novos mercados. Ou seja, se não adquirirem espectro nos locais onde eles atuam, outra empresa pode comprar e, assim, entrar rapidamente na cidade.  “Do meu ponto de vista, nada justifica quem tem operação local não participar do leilão”, finaliza Neger.

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