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À espera da regulamentação, white spaces podem ser solução para aumento do alcance da banda larga via rádio
Por: Roberta Prescott - 28/07/2014

Ainda não regulamentado pela Anatel no Brasil, o uso dos chamados white spaces — ou espaços em branco, em português — pode ser uma alternativa a provedores de internet que queiram aumentar o alcance do sinal para oferta de banda larga via rádio, principalmente, em localidades remotas ou de difícil acesso. O termo white spaces refere-se a frequências atribuídas a um serviço de radiodifusão, mas que não utilizadas localmente. Estes espaços em branco estão na faixa entre 470 MHz e 698 MHz e, portanto, conseguem atingir uma área maior de cobertura.

Alguns países já liberaram o uso em algumas localidades. “Nos Estados Unidos e na Inglaterra, [a faixa] está regulamentada. Nestes países, a penetração de TV a cabo ou via satélite é alta”, explica Juliano J. Bazzo, da gerência de sistemas de comunicações sem fio do CPqD. No Brasil, como a TV aberta ainda prevalece, a regulamentação deve demorar, visto que desta faixa para serviços de banda larga pode interferir no sinal da TV analógica.

Ainda assim, o CPqD começou em 2010 um projeto que levou a o desenvolvimento de um sistema de rádios cognitivos que usam esta frequência. Este tipo de rádio melhora o aproveitamento do espectro eletromagnético, que hoje se encontra congestionado em função do uso cada vez mais intenso das redes de comunicação sem fio nas faixas de 2,4 GHz e 5,8 GHz. 

Uma das funcionalidades do rádio cognitivo é detectar as frequências do espectro eletromagnético que não estão sendo utilizadas ou que têm pouca interferência e, por meio de algoritmos específicos, fazer a alocação dinâmica nesses espaços vazios. De acordo com o CPqD, um dos resultados do projeto desenvolvido é uma plataforma de roteador mesh cognitivo, que deverá se transformar em produto quando o acesso dinâmico ao espectro for regulamentado no País.   

Bazzo lembra que, em 2010, a Anatel fez um workshop com empresas atuantes nos setores envolvidos para discutir o uso dos white spaces. “Acho que é uma questão de tempo a aprovação [do uso da faixa]”, aponta, ao falar da necessidade de se buscar alternativas para a oferta de banda larga. Como os espaços em branco ocupam uma frequência baixa, a propagação da internet tem maior alcance. “Dependendo da potência do rádio, a cobertura pode ser três a quatro vezes maior.”

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