Publicada em: 03/11/2021 às 12:06
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Accenture: 55% das organizações não têm defesa efetiva contra ataques cibernéticos
Redação da Abranet

Mais da metade (55%) das grandes empresas não combate ataques cibernéticos de forma efetiva, tampouco conseguem localizar, reverter ou reduzir o impacto destas violações, revelou uma nova pesquisa conduzida pela Accenture com base em entrevistas com mais de 4.700 executivos de todo o mundo.

O estudo State of Cyber Resilience 2021 da Accenture revelou que quatro em cada cinco entrevistados (81%) acreditam que "estar à frente dos invasores é uma batalha constante e o custo é insustentável" - contra 69% em 2020. Ao mesmo tempo, enquanto 82% dos entrevistados aumentaram suas despesas com cibersegurança no ano passado, o número de violações bem-sucedidas - que incluem o acesso não autorizado a dados, aplicações, serviços, redes ou dispositivos - saltou 31% em relação ao ano anterior, para 270 por empresa, em média.

Em nota à imprensa, André Fleury, diretor-executivo da Accenture para cibersegurança na América Latina, disse que, no Brasil, este cenário não é diferente e contou que o time de análise forense e resposta a incidentes da Accenture Brasil é chamado para resolver três em cada quatro incidentes cibernéticos de grande porte no País.

De acordo com André Fleury, ainda que o grau de sofisticação desses ataques tenha crescido muito nos últimos anos, as falhas que permitem que sigam crescendo também podem ser enquadradas em um padrão. 

Fleury destacou que a análise da Accenture revelou que muitas vezes as organizações focam apenas nos resultados dos negócios à custa dos investimentos em cibersegurança, criando assim um risco maior. Segundo ele, por mais sofisticados que estejam ficando os ataques, em muitos casos, ações simples de defesa cibernética poderiam evitar 80% dos ataques ocorridos no País.

O relatório enfatizou a necessidade de estender os esforços pela cibersegurança para além dos muros da própria empresa, chegando a todo o seu ecossistema, observando que os ataques indiretos - ou seja, as violações bem-sucedidas a uma organização através da cadeia de fornecimento - continuam a crescer.


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