Publicada em: 19/07/2021 às 20:23
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Anatel certifica tecnologia nacional que bloqueia 5G em presídios
Redação da Abranet

A NEGER Telecom, associada Abranet, desenvolveu uma  tecnologia de bloqueio de sinais de celular para as novas redes 5G. Com esta inovação, a empresa se antecipa à necessidade de atualização de sistemas de bloqueio que ocorrerá quando a quinta geração de comunicação móvel, o 5G, passar a operar comercialmente no Brasil. A inovação recebeu a certificação da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e será crucial para a atualização dos sistemas de bloqueio de sinais de celular que são usados nos presídios do País.

Os sistemas de bloqueio de sinais celulares desenvolvidos pela empresa brasileira de base tecnológica que atua na área de engenharia de radiofrequência e inteligência espectral são regulamentados pela Anatel e sua aplicação é restrita a presídios, cadeias e áreas de segurança. Hoje, cerca de 40 presídios no País – a maioria de segurança máxima –contam com este tipo de sistema para bloqueio das faixas de frequência já existentes (2G, 3G e 4G).

“Com a entrada do 5G, a faixa disponível para redes móveis será cinco vezes maior, e representará 80% de todo o espectro de frequências. Isso exigirá um sistema de bloqueio extremamente robusto e acurado”, destaca Eduardo Neger, diretor de Engenharia da empresa.

Submetido a diversos testes nos laboratórios do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), o sistema da NEGER foi o primeiro do país homologado pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) para o 5G. A Plataforma Brasileira 5G de Bloqueio de Sinais de Radiocomunicações teve seu certificado de homologação emitido no início desta semana. 

Segundo Neger, o maior desafio foi desenvolver um sistema que bloqueasse o sinal nas novas faixas de frequência e tecnologias trazidas pelo 5G, mantendo sua atuação restrita aos limites da unidade prisional, ou seja, confinando com extrema precisão o perímetro de bloqueio, sem afetar a rede das operadoras celulares nas áreas externas ao presídio.

“Nosso sistema não abre brecha para a entrada do sinal mesmo considerando as diversas bandas e as tecnologias avançadas que serão usadas no 5G, como a massive MIMO, que prevê o uso de várias antenas em uma mesma célula de transmissão, e o beamforming, um sistema de sinalização de tráfego que permite a troca simultânea de informações por vários usuários”, afirma.

O desenvolvimento da Plataforma Brasileira de Bloqueio de Sinais de Radiocomunicações, que está em sua décima sétima versão, teve início em 2001 e contou com o apoio do Ministério da Ciência e Tecnologia através de financiamentos da FINEP e CNPq em suas primeiras versões. A nova geração do sistema, que conta até com sistemas para bloqueio de drones criminosos, foi totalmente financiada com recursos próprios da empresa e já foi até exportada para países da região.

“Nosso processo de P&D é contínuo e planejado com bastante antecedência. Certificaremos já nas próximas semanas novos módulos e sistemas irradiantes específicos para confinamento de sinais considerando as características construtivas dos presídios urbanos brasileiros”, explica Marco Maraccini, gerente de Planejamento e Projetos da empresa.


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