Publicada em: 24/09/2020 às 11:38
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Banco Central: PIX aumenta eficiência do sistema de pagamentos e inclui digitalmente
Por Roberta Prescott*

O Sistema de Pagamentos Instantâneos (PIX) vai gerar mais competição, aportar eficiência aos meios de pagamento e ser a porta de entrada para uma inclusão financeira mais ampla no Brasil. Esta foi a tônica da primeira edição do Café com PIX, promovido pela Abranet e Mercado Pago, nesta quinta-feira, 24/09, e que contou com a participação de Carlos Eduardo Brandt, chefe-adjunto do Departamento de Operações Bancárias e de Pagamentos do Banco Central. Ele enumerou que o grande desafio será fazer com que os correntistas adotem o PIX como a ferramenta de transação financeira.

No debate com Tulio Oliveira, vice-presidente e country manager do Mercado Pago Brasil, e Eduardo Neger, presidente da Abranet, Brandt destacou que o PIX carrega uma dinâmica inovadora, facilidade no uso e baixo custo. Brandt também assinalou que as transações com papel moeda são muito custosas para o País. Segundo ele, a migração para meios eletrônicos gera impacto de redução de 0,7% do Produto Interno Bruto, uma economia expressiva.

Ainda segundo o executivo do BC, o PIX também servirá para a inclusão de desbancarizados no sistema financeiro. E, para tanto, a experiência do usuário é requisito. "Temos definição de padrões mínimos para toda indústria oferecer um produto simples de ser utilizado. Quando fala em democratização da indústria financeira significa trazer agentes de fora do sistema para dentro e também fazer diversos agentes estarem interligados, interconectados. E o PIX também vem com esta abordagem de pegar os prestadores de serviços de pagamento e conectarem todos entre si", afirmou Brandt.

O Banco Central revela que, hoje, 980 instituições estão em processo de adesão e fazem parte dos testes homologatórios, que atestam a capacidade das instituições se interligarem. Quando estiver no ar -a previsão oficial é dia 16 de novembro - o PIX terá tudo para proporcionar a fintechs e outras empresas levar inovação e oferecer serviços de nichos para mercados que hoje não estão sendo bem-atendidos.

Falando sobre a retomada do crescimento no pós-pandemia, Brandt afirmou acreditar que o PIX vem para ser vetor de auxílio da retomada do crescimento à medida que traz eficiência, redução de custo e mais velocidade na cadeia econômica. "No cenário de pandemia, há necessidade de pagamento sem contato e o PIX vem com a dinâmica de autenticação no próprio dispositivo da pessoa com mecanismos que os smartphones já têm", destacou.

O segundo ponto levantado por Brandt é que as pessoas estão com maior necessidade de fazer pagamentos remotos, tanto que vimos um aumento significativo nas transações de e-commerce, onde se usam basicamente dois meios: o boleto e o cartão de crédito. Contudo, em ambos os casos, não há instantaneidade e há processos onerosos. "Cartão de crédito tem suas vantagens, como chargeback, mas tem custo. Além disso, o recebedor vai receber dali a uns dias. No boleto, a empresa tem de esperar para ter certeza de que a pessoa pagou e isso onera a gestão de estoque", detalhou, apontando que no PIX todo o processo de dá de forma imediata.

Ao ser questionado com relação à segurança, Brandt ressaltou que o PIX tem mecanismos de autenticação robustos para fazer a verificação e disse que todo o fluxo da cadeia, saindo de quem está pagando até quem recebe, passa pelo sistema brasileiro.

Assista à íntegra do debate.


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